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Se os dois anos é a fase da rebeldia, acho que os três anos é a fase dos sentimentos da menina. A Elisa parece estar se descobrindo emocionalmente, isso é muito, muito importante. Eu, pessoalmente, não apenas como mãe dela, mas como mulher, acho que a Inteligência Emocional é MAIS IMPORTANTE que o famigerado QUOCIENTE INTELECTUAL. O QI geralmente não trás felicidade, mas o QE sim. Ou não, se ele for deficiente. A falta de equilíbrio, autoconhecimento e autoestima provocam a depressão, inclusive na infância.

Parece que a Elisa está lidando bem com essa fase, mas os dias têm sido meio inconstantes.

Desde o Reveillon, por exemplo, ela desenvolveu um medo terrível de trovão. Acho que foi porque na festa da passagem do ano, além de ter chovido com trovoadas, aqui no condomínio teve muito rojão, e ela ficou aterrorizada. Juntou tudo num medo só, e a partir de então foi um Deus Nos Acuda. E ainda mais em janeiro, que choveu tanto…! Parecia que nunca ia passar, conversei com várias mães, e fui percebendo que esse medo é muito comum entre as crianças. Fomos conversando, conversando muito com ela, tentando transmitir confiança, e sempre com muita paciência (a parte mais difícil). Mas todo dia, quando as nuvens começavam a ficar pesadas, ela já ia ficando tensa. Dava muita pena mesmo, porque ela não queria ter medo (pela razão), mas não conseguia controlar, e ficava desesperada tão logo desse o primeiro trovão, até que parasse a chuva. Chorava gritando, o tempo todo, sem parar.

Um belo dia, eu percebi que ia chover forte, mas eu tinha que ir ao trabalho, e ela ficaria na minha mãe. Então a chamei num canto, olho no olho, e disse: “Elisa, daqui a pouco vai chover. Vai chover forte, e provavelmente terá trovão. Mas, como já te explicamos várias e várias vezes, eu, papai, vovó, vovô, todo mundo, o trovão não faz nada, não machuca, não dói, não cai, é só São Pedro arrastando os móveis para lavar o céu, então você pode ficar bem tranqüila, que rapidinho vai acabar, é só você continuar brincando e não se incomodar com a chuva. OK?”. Fui, com o coração na mão. A aparência enganou, demorou para chover, e só começou quando eu já estava chegando do trabalho. Ela estava jantando, com a adrenalina a mil, e me disse, com aquele sorriso tremidinho: “Mamãe, está chovendo e dando trovão, e eu NÃO ESTOU com medo”. Foi emocionante para mim, porque ela estava MORRENDO de medo, mas estava se contendo, conseguindo controlar. Estava comendo rápido, sozinha, e me dizia, tagarela: “Olha, mamãe, e eu estou comendo SOZINHA”. Fui tentando fazê-la baixar a ansiedade, e demonstrando que eu estava muito feliz porque ela não estava com medo. Até que passou a chuva, e ela ficou super feliz porque não chorou… Conseguiu se controlar, e ficou bem com ela mesma, por causa disso. Creio que isso é a conquista do equilíbrio emocional. Parabéns, Elisa!

Agora ela se encantou com Balé, principalmente depois que comprou (com seu dinheirinho do Bom Princípio) o DVD das 12 Princesas Bailarinas, coleção da Barbie, que ela adora. Assiste sem parar, e imita as danças DIREITINHO! Fui conversar na escola, e eles oferecem 1 aula por semana, na segunda de manhã, para as meninas que desejam aprender balé. Ela começou ontem, adorou, e deve continuar, vamos ver!

Semana passada, nesta e na próxima papai está viajando a trabalho. A barra está pesada para o meu lado…! Por isso não tenho conseguido escrever tanto quanto gostaria, nem aqui e nem no blog do Bruno. Mas quem está sentindo mais falta dele, dentre todos nós, é a Elisa. Eu já esperava, porque ela é muito, muito fissurada por ele. E esse fato da viagem, com certeza, está servindo também para ajudá-la a entender e controlar esse sentimento, que às vezes é meio exagerado, no meu ponto de vista. Claro que amor não se explica e não se dosa, mas chega a ser meio sofrível para ela. Quer estar o tempo todo onde ele está, só dorme com ele, chama por ele no meio da noite, e o lado “bom” é que ela sabe manifestar isso. Ela me diz (e me dói): não quero dormir com você, mamãe, gosto de dormir só com o papai…! Tá bom, faz parte do amadurecimento emocional. Mas eu não merecia, vai!

Parabéns Elisa, você está fofa, esperta e inteligente, só falta ser um pouquinho mais obediente.

Que calor é esse, gente???

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Este foi o tema da palestra que a pedagoga da escola da Elisa nos fez na quinta-feira passada, ocasião da primeira reunião de pais do ano. Foi uma oportunidade importante de pararmos para pensar um pouco em como estamos ensinando nossa garotinha a administrar bem os seus sentimentos, e também foi bom saber que a escola investe um pouco nesse assunto durante seu dia-a-dia com os alunos, desde cedo. Em casa, também aprendemos que é importante ajudá-la a identificar os sentimentos nas diversas ocasiões do dia-a-dia e em acontecimentos que a fazem sentir-se feliz, triste, ou de outra forma qualquer. Falar sobre os sentimentos é primeiro passo. “Você está com saudades do papai?” ou “Não fique triste porque está chovendo, amanhã a gente vai à pracinha” ou “Você está feliz porque ganhou este presente?” são alguns exemplos bem simples de como fazê-la pensar sobre o que está sentindo e dar nome aos sentimentos. Também faz parte dessa educação ensiná-la a resolver os problemas da melhor forma possível, já que por enquanto a primeira reação dela é chorar… Essa parte não é nada fácil, mas esta fase em que ela está, que aprende tudo com a maior facilidade, é bem legal porque a gente percebe que quando dizemos algo que ela não entendeu, ela pensa um pouco e depois pergunta o que é aquilo que a gente disse, imagina! Então o jeito é ensinar, mesmo sabendo que em se tratando de sentimentos, tem coisa que é bem difícil de explicar! he he he

Mas a melhor parte da reunião de pais na escola foi, mesmo, ouvir a professora elogiar a nossa filha. Ah, como é gostoso né, gente? A professora contou-nos, encantada, que a Elisa está mais solta, conversadeira, e que adora os trabalhinhos em classe, além do parquinho, claro. Ela fez questão de mostrar-nos o desenho que ela pintou com a maior concentração e capricho, tudo dentro da figura, quase não pinta fora mais, uma belezinha! E como velocidade não é o seu forte, a pintura ficou sem terminar porque não deu tempo, mas elas (Elisa e Tia Ju) combinaram que ainda vai dar tempo de terminar prá colocar no portifólio do ano… rssss

A Elisa continua no Maternal I, ou seja, repetiu a “série” do ano passado, porque faz aniversário em agosto, e precisava fazer até março (eu acho) prá passar para o Maternal II. Então continua a mesma professora, mas mudaram vários amiguinhos. De qualquer forma continua super enturmada, nunca chora, e encanta todo mundo. Também, quem é que resiste a este sorriso???

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