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Elisa terminou de tomar o leite no sofá, me olhou e lançou essa: “Mamãe…”. “Oi filha”. “Não pode falar ‘puta saco’?”. “Não, filha”. Silêncio por um momento. “Mas mamãe, então por que existe essa palavra?!”. Riso contido. “Ah, filha, existem muitas palavras feias, mas a gente não deve usar”…

Ai, ai, cada pergunta. Pior é que ela já está sacando que palavras feias como esta servem para muita coisa neste mundo… rss… mas mãe tem que negar, né. Neguei. Vamos ver se colou.

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Dia 12 de outubro, aquela delícia: Elisa ganhou presente até da babá (massinha, tintas e colas coloridas que ela tanto ama). Livro da vovó, brinquedo de massinha do Tio Má, Barbie que corta o cabelo da mamãe e do papai, carro da Polly da Luana, enfim, foi a festa.

Pois bem, no dia seguinte, indo para a casa da Vovó em Sacramento/MG, eis que ela ficou apaixonada por uma “lava-lava” que viu no bendito Discovery Kids. “Então pronto, Elisa, você pede para o Papai Noel no Natal!” – demorou mas convenci.

Dois dias depois, na volta, estávamos novamente no shopping para aquele almoço tumultuado mas inevitável, e a nova paixão foi por uma casinha de montar. Eu nem sei como é, porque ela estava com o pai na loja, e voltou chorando. Foi por pouco que ele não comprou, eu intervi a tempo de evitar. Maldade? De jeito nenhum! Narrei para ela, na mesma hora, todos os presentes que ela ganhou e eu já descrevi acima.

Ela arrematou, aos prantos: “então, agora eu quero ganhar essa casinha de mim!”

Mamãe, tolinha… Ainda não aprendeu que ela tem resposta pra tudo???

Mas ficou sem presente dela mesma… Combinamos de comprar quando os brinquedos novos ficarem velhos, sei lá, acho que é melhor assim…

Elisa adora ouvir uma história. Mas tem uma condição importantíssima: não pode ter LOBO e nem BRUXA!

Não lembramos de nada marcante que tenha acontecido para despertar esse medo, mas ultimamente, ela não pode nem ouvir falar neles. “Então de que histórias você gosta, Elisa?” perguntou Tia Lili na escola, depois de vê-la desesperada com a historinha da Chapéuzinho Vermelho. “De todas, menos das que têm lobo e bruxa”, respondeu ela, prontamente.

Semana passada, depois desse dia da escola, a coitada chegou a acordar várias vezes à noite, sonhando com a tal do lobo. Conversamos na escola, e todos trabalharemos para ajudá-la a superar este medo, natural da idade, mas que a faz sofrer… Até o presente que ganhou de aniversário da Pri, com historinha da Chapeuzinho em DVD, baixou um semblante pesado na garotinha, em plena abertura de presentes, pós festa. E rendeu aquela pergunta aflita, de madrugada: “Lobo não existe mesmo, papai?”

Quem não gostaria de viver também no mundo das princesas, fadas e cinderelas???

Hoje a Tia Lili deve ter trocado a pilha da Elisa na escola. A garota voltou tagarela como nunca. Não é para menos: volta às aulas com escola reformada (galpão novo), brinquedos novos, amigo novo, convite da festa de 4 anos para os amigos, e o mais especial: a chegada do seu irmão à escola. Ela mesma fez questão de apresentar ao pequeno à Nosso Ninho, e mostrou seu irmão para os amigos com todo o orgulho do mundo. No blog do Bruno, todos os detalhes…

Aproveito postar umas fotos lindas da princesa no aniversário de 1 aninho do primo Lucas:

Com a querida prima Luana

 

Muito charme para exibir a tatuagem

 

 

 

ImagemFinalmente encontramos um tempinho pra vestir a bailarina de verdade.

A alegria começou já na loja, sábado de manhã, e ela passou o dia todo com a roupa nova, bailando pela casa. Hoje foi tão empolgada para a aula, que até topou almoçar na escola, pela primeira vez. Assim o vovô não precisou ir buscar no balé, nem eu levar de volta à escola depois do almoço – o que me deu uma enoooorme saudades dela.

Depois de pronta, entramos no carro, e antes de fechar a porta, eu disse toda carinhosa: “Ah, minha bailarina…!” A resposta veio acompanhada de uma meiga ironia infantil: “Eu não sou sua bailarina. Sou a bailarina do papai”.

Posso com isso???

Nessas horas, só me resta levar na brincadeira, e até já tenho a minha resposta: “Ah, e você saiu da minha barriga, ou da barriga do papai?” E ela, que atá já sabe, responde rindo, bem sapeca: “Da sua….” Danada de ingrata!

Se os dois anos é a fase da rebeldia, acho que os três anos é a fase dos sentimentos da menina. A Elisa parece estar se descobrindo emocionalmente, isso é muito, muito importante. Eu, pessoalmente, não apenas como mãe dela, mas como mulher, acho que a Inteligência Emocional é MAIS IMPORTANTE que o famigerado QUOCIENTE INTELECTUAL. O QI geralmente não trás felicidade, mas o QE sim. Ou não, se ele for deficiente. A falta de equilíbrio, autoconhecimento e autoestima provocam a depressão, inclusive na infância.

Parece que a Elisa está lidando bem com essa fase, mas os dias têm sido meio inconstantes.

Desde o Reveillon, por exemplo, ela desenvolveu um medo terrível de trovão. Acho que foi porque na festa da passagem do ano, além de ter chovido com trovoadas, aqui no condomínio teve muito rojão, e ela ficou aterrorizada. Juntou tudo num medo só, e a partir de então foi um Deus Nos Acuda. E ainda mais em janeiro, que choveu tanto…! Parecia que nunca ia passar, conversei com várias mães, e fui percebendo que esse medo é muito comum entre as crianças. Fomos conversando, conversando muito com ela, tentando transmitir confiança, e sempre com muita paciência (a parte mais difícil). Mas todo dia, quando as nuvens começavam a ficar pesadas, ela já ia ficando tensa. Dava muita pena mesmo, porque ela não queria ter medo (pela razão), mas não conseguia controlar, e ficava desesperada tão logo desse o primeiro trovão, até que parasse a chuva. Chorava gritando, o tempo todo, sem parar.

Um belo dia, eu percebi que ia chover forte, mas eu tinha que ir ao trabalho, e ela ficaria na minha mãe. Então a chamei num canto, olho no olho, e disse: “Elisa, daqui a pouco vai chover. Vai chover forte, e provavelmente terá trovão. Mas, como já te explicamos várias e várias vezes, eu, papai, vovó, vovô, todo mundo, o trovão não faz nada, não machuca, não dói, não cai, é só São Pedro arrastando os móveis para lavar o céu, então você pode ficar bem tranqüila, que rapidinho vai acabar, é só você continuar brincando e não se incomodar com a chuva. OK?”. Fui, com o coração na mão. A aparência enganou, demorou para chover, e só começou quando eu já estava chegando do trabalho. Ela estava jantando, com a adrenalina a mil, e me disse, com aquele sorriso tremidinho: “Mamãe, está chovendo e dando trovão, e eu NÃO ESTOU com medo”. Foi emocionante para mim, porque ela estava MORRENDO de medo, mas estava se contendo, conseguindo controlar. Estava comendo rápido, sozinha, e me dizia, tagarela: “Olha, mamãe, e eu estou comendo SOZINHA”. Fui tentando fazê-la baixar a ansiedade, e demonstrando que eu estava muito feliz porque ela não estava com medo. Até que passou a chuva, e ela ficou super feliz porque não chorou… Conseguiu se controlar, e ficou bem com ela mesma, por causa disso. Creio que isso é a conquista do equilíbrio emocional. Parabéns, Elisa!

Agora ela se encantou com Balé, principalmente depois que comprou (com seu dinheirinho do Bom Princípio) o DVD das 12 Princesas Bailarinas, coleção da Barbie, que ela adora. Assiste sem parar, e imita as danças DIREITINHO! Fui conversar na escola, e eles oferecem 1 aula por semana, na segunda de manhã, para as meninas que desejam aprender balé. Ela começou ontem, adorou, e deve continuar, vamos ver!

Semana passada, nesta e na próxima papai está viajando a trabalho. A barra está pesada para o meu lado…! Por isso não tenho conseguido escrever tanto quanto gostaria, nem aqui e nem no blog do Bruno. Mas quem está sentindo mais falta dele, dentre todos nós, é a Elisa. Eu já esperava, porque ela é muito, muito fissurada por ele. E esse fato da viagem, com certeza, está servindo também para ajudá-la a entender e controlar esse sentimento, que às vezes é meio exagerado, no meu ponto de vista. Claro que amor não se explica e não se dosa, mas chega a ser meio sofrível para ela. Quer estar o tempo todo onde ele está, só dorme com ele, chama por ele no meio da noite, e o lado “bom” é que ela sabe manifestar isso. Ela me diz (e me dói): não quero dormir com você, mamãe, gosto de dormir só com o papai…! Tá bom, faz parte do amadurecimento emocional. Mas eu não merecia, vai!

Parabéns Elisa, você está fofa, esperta e inteligente, só falta ser um pouquinho mais obediente.

Que calor é esse, gente???

Hoje foi a última reunião de pais na escola da Elisa, neste ano. Semana que vem teremos a festa de encerramento, na quarta, e depois… férias! Serão 45 dias, como se as mães não trabalhassem e deixassem os filhos na escola só por passatempo. Em 2012 ela irá ao Maternal II, finalmente, porque faz aniversário dia 08/08, então teve que repetir um ano – agora é lei: criança só entra no primeiro ano com 6 anos completos até 30/06. Dessa forma ela andava meio desestimulada, e eu também com a escola, que é ótima e pertinho do meu trabalho (um quarteirão).

Quando cheguei da reunião ela adorou ver comigo os trabalhinhos e o portifólio dela. Teve uma cena que foi demais: no meio do material tinha uma mensagem da professora (a mesma desde que ela entrou na escola, há 1 ano e meio), dizendo, dentre outras coisas, que ela estava “feliz por ver que a Elisa se desenvolveu e irá para o Maternal II, e ao mesmo tempo triste porque não estará mais em minhas mãos”. Quando terminei de ler a mensagem para ela, me disse: “O que, mamãe, que você falou de triste? De mãos? Não entendi…” Que linda! Li de novo, expliquei, ela compreendeu, e acabou achando legal trocar de turma e de professora. Bolei o maior romance sobre o tema! Que fofa…!

A garota está numa fase impossível.

Até já comentei aqui no blog, que eu sempre adorei ir às reuniões na escola, até porque a professora sempre fazia muitos elogios à Elisa, pelo seu comportamento, interesse, facilidade em aprender. Na última, fui chamada prá conversar em particular… Já senti que as coisas tinham mudado. A Elisa está desobediente, resistente, egoísta, chorona. Para mim isso não era novidade, mas até então, era para a professora. Comentei que em casa ela também está assim, temos tentado trabalhar para melhorar esse comportamento, mas eu inclusive aceito sugestões, porque não sei como fazer e parece que ninguém tem a receita – a não ser aquelas teorias dos livros, que parecem uma maravilha, até que você começa a tentar colocá-las em prática.

Parênteses: a Elisa faz aniversário dia 08/08, então, como terá que, oportunamente, ingressar no primeiro ano com 6 anos completos, teve que repetir o Maternal I, e ela é nitidamente a mais “avançada” da classe. É que a escola não tem Berçário, mas acaba pegando alunos de 1 ano e meio, um pouco mais…. E aí muitos ainda usam fralda, vários são bem mais novos que ela, e nas aulas vem aprendendo coisas que ela já sabe. Isso, na minha opinião, provoca um imenso desinteresse da criança. Por isso conversei com a diretora da escola nesse sentido, e concordo que não tem como a professora aprofundar mais o conteúdo, se a maioria não vai acompanhar, e segundo ela tudo vai mudar em 2012, quando ela irá para o Maternal II só com os outros da idade dela. Já estamos quase lá, então vou aguardar…

E hoje tivemos um exemplo típico dessa fase chatinha que a Elisa está passando: fomos à natação e, na volta, ao meio-dia, tínhamos um aniversário da amiguinha Beatriz (4 anos) numa chácara. O papai chegou junto com a gente, com as compras do supermercado, e enquanto eu fazia o prato para garantir o almoço dela, já que na festa tenho certeza que ela não ia comer nada, ela atacou as sacolinhas, pegou rapidamente um suco de caixinha, furou com o canudo e começou a tomar. Claro que ia perder o apetite, então o pai tirou dela e disse que só tomaria depois do almoço.

Ah, porque… O choro começou. E só aumentava. E chorava, chorava, chorava. Quando ela faz isso, começa a pedir “quero o papai” sem parar, e ele fica totalmente sem paciência, então sai de perto. Eu fico tentando contornar a situação, obviamente não consigo, e ela chora, chora, chora. Pedi que parasse, ou não iríamos ao aniversário. A coisa seguiu por quase meia-hora, tentei de tudo, só não levei a chorona para o pai justamente tentando impedir que isso vire um hábito, ou seja, ela chora e consegue o que quer. Prá encurtar a história, não teve jeito, ela só se acalmou depois de muito tempo, e tive então que fazer o que tinha “ameaçado” quando tentava acalmar a crise – não irmos ao aniversário. Estragou o sábado de todo mundo, mas espero que tenha servido de lição…

Então eu pergunto: cadê a receita para educação dessas crianças??? Ela entende tudo, sabe muito bem o que quer, e justamente o que não quer é aceitar os nossos limites. Qual a medida correta dos ingredientes – amor, compreensão, disciplina? Na hora que o “bicho pega”, é difícil…

Por falar em “bicho”, mudando para um assunto bem mais divertido, no feriado de 12/10 fomos comemorar o Dia das Crianças no zoológico e Paraíso da Criança – e é mesmo, de tanto brinquedo que tem naquele parque. Foram quase todos, faltou só o Lucas (priminho que está com 3 meses, e só saiu mesmo na foto) – Elisa, Luana e Bruno, uma delícia:

Aproveitaram demais, e naquele dia ela ficou compreensiva e obediente. Ah, se fosse sempre assim…!

A garotinha está naquela famosa fase de desafiar o perigo. Contrariar as ordens, ou dá-las ela mesma. Ontem ela fez isso em casa, e hoje subiu na pia do banheiro da vovó. Em pé, sem o menor receio. Acabei fazendo o maior drama descrevendo o machucado enorme e dolorido que ela pode fazer com uma brincadeira dessa.

Mas a verdade é que não dá prá tirar o olho dela por um segundo, e todo dia é uma novidade. A gente morre de rir com as sacadas dela. Sempre imitando a gente, mas no seu estilinho próprio. Agora, dependendo do que eu falo, ela solta: “Ah mamãe, tenha dó”. Ontem foi ela que lembrou: “papai, vamos levar o lixo?” – e acertou o dia, já que toda segunda, quarta e sexta tem que levar o lixo de casa até a entrada do condomínio. Ela vai no banco da frente do carro, então sempre pára tudo o que está fazendo prá fazer isso com o pai. E prá encerrar a noite, fomos fazer xixi prá dormir, a calcinha e calça estavam com uma roda molhada…! “Elisa, o que é isso?! Desde que horas você está de xixi???”  “Sete e meia”, responde a comédia…

Delícia de idade! E de família!

Hoje a Elisa rabiscou a parede do meu quarto com caneta. Tentamos limpar de todo jeito, mas não sai. Quando ela chega da escola sem dormir, fica elétrica e terrível. Não quer fazer nada que a gente pede, se distrai com qualquer coisa que esteja no caminho entre a entrada da nossa casa e o banho, e sempre apronta alguma. Na hora perdi a paciência e bati na mão dela, forte. Doeu meu peito na hora, e depois pensei que deveria ter dado um castigo, mas não me contive na hora. É horrível usar a violência…! Depois ela ficou a noite toda super carinhosa comigo, parece que querendo reconquistar, ai que dó…

Meu Deus, haja paciência!!! E sabedoria para educar.

Quinta-feira passada tivemos reunião de pais na escola. Ainda posso ter que pagar minha boca, mas não me conformo com os pais que não vão. Eu adoro ir às reuniões, e vamos sempre os dois, mãe e pai. Quer oportunidade melhor de conhecer nossos filhos? Saber como eles se comportam quando estão sem a gente? Mas de 8 alunos da classe da Elisa, fomos só 2 pais. Enfim, vamos ao que interessa:
 
Depois da palestra sobre primeiros socorros feita por uma enfermeira convidada, a diretora chegou com uma conversa meio ideológica sobre princípios pedagógicos, convicções, e a necessidade de muitas vezes revermos nossa forma de pensar em vista das mudanças do mundo, das exigências do mercado, etc… Percebi que vinha chumbo pela frente. Resumindo, agora a escola vai oferecer o ensino de uma segunda língua às crianças. Mesmo àquelas que ainda estão dando os primeiros passos na primeira. Ou seja, o caso da Elisa, que está no Maternal I.

De imediato fiquei muito contrariada, porque nunca achei certo forçar a criança que não fala nem português a aprender inglês. Chegava a considerar uma agressão. Mas da forma como ela colocou, terminei achando que vai ser legal. Na verdade eles irão trabalhar com um método bem interessante, sem realizar AULAS de inglês, e sim inserir esse idioma no vocabulário e nas atividades trabalhadas em sala.

Então, por exemplo: quando as crianças chegam, trabalham o calendário, aprendem que dia é hoje, depois vão ao painel do tempo prá conversar se o dia está ensolarado, nublado ou chuvoso ou sei lá, depois vão ao Emocionômetro prá colar sua fotinha no quadrinho do seu estado emocional, seja triste, feliz, mais ou menos, etc… e vão fazer tudo isso em português e em inglês. Enfim, por três dias na semana as crianças vão aprender o que aprenderiam normalmente naquele dia, mas falando os conteúdos em português e em inglês.

Segundo a profissional que atuará na escola, que além de professora de inglês também é pedagoga, dessa forma a criança vai assimilando o segundo idioma naturalmente, e como aprende com muita facilidade, será algo realmente muito positivo.

É, vamos ver. Se tudo correr bem, eu é que vou precisar entrar no Inglês prá poder conversar com minha filha!!!

Agora vamos a algumas deliciosas cenas do fim de semana:

Pose com a Nina no jardim. Ela anda um grude total com essas bonecas, brincando de mamãe-filhinha. Acho a coisa mais linda, claro.

 

Brincando com o Bruno no chão e ...

… ajudando o irmãozinho a buscar os brinquedos no colchonete. Ela parece ter se soltado agora, e já se permite demonstrar amor pelo irmão, carinho, quer pegar no colo, ensinar as coisas, ajudar nas brincadeiras. Ele não desgruda os olhos dela, é uma delícia de ver.
 

Este foi o tema da palestra que a pedagoga da escola da Elisa nos fez na quinta-feira passada, ocasião da primeira reunião de pais do ano. Foi uma oportunidade importante de pararmos para pensar um pouco em como estamos ensinando nossa garotinha a administrar bem os seus sentimentos, e também foi bom saber que a escola investe um pouco nesse assunto durante seu dia-a-dia com os alunos, desde cedo. Em casa, também aprendemos que é importante ajudá-la a identificar os sentimentos nas diversas ocasiões do dia-a-dia e em acontecimentos que a fazem sentir-se feliz, triste, ou de outra forma qualquer. Falar sobre os sentimentos é primeiro passo. “Você está com saudades do papai?” ou “Não fique triste porque está chovendo, amanhã a gente vai à pracinha” ou “Você está feliz porque ganhou este presente?” são alguns exemplos bem simples de como fazê-la pensar sobre o que está sentindo e dar nome aos sentimentos. Também faz parte dessa educação ensiná-la a resolver os problemas da melhor forma possível, já que por enquanto a primeira reação dela é chorar… Essa parte não é nada fácil, mas esta fase em que ela está, que aprende tudo com a maior facilidade, é bem legal porque a gente percebe que quando dizemos algo que ela não entendeu, ela pensa um pouco e depois pergunta o que é aquilo que a gente disse, imagina! Então o jeito é ensinar, mesmo sabendo que em se tratando de sentimentos, tem coisa que é bem difícil de explicar! he he he

Mas a melhor parte da reunião de pais na escola foi, mesmo, ouvir a professora elogiar a nossa filha. Ah, como é gostoso né, gente? A professora contou-nos, encantada, que a Elisa está mais solta, conversadeira, e que adora os trabalhinhos em classe, além do parquinho, claro. Ela fez questão de mostrar-nos o desenho que ela pintou com a maior concentração e capricho, tudo dentro da figura, quase não pinta fora mais, uma belezinha! E como velocidade não é o seu forte, a pintura ficou sem terminar porque não deu tempo, mas elas (Elisa e Tia Ju) combinaram que ainda vai dar tempo de terminar prá colocar no portifólio do ano… rssss

A Elisa continua no Maternal I, ou seja, repetiu a “série” do ano passado, porque faz aniversário em agosto, e precisava fazer até março (eu acho) prá passar para o Maternal II. Então continua a mesma professora, mas mudaram vários amiguinhos. De qualquer forma continua super enturmada, nunca chora, e encanta todo mundo. Também, quem é que resiste a este sorriso???

Na metade de novembro chega o Bruno.

Antes disso, além dos inúmeros preparativos, precisamos colocar a Elisa na escola e mudá-la do berço para a cama (afinal, não compensa comprar outro berço se ela já terá mais de 2 anos quando o irmãozinho chegar).

Essas mudanças não devem coincidir entre si, e acontecer o quanto mais longe possível da chegada do novo bebê, que por si só já será uma mudança marcante na vida da Elisa.

Começamos visitando a primeira escolinha que pensamos em matricular a pequena, já que fica a 1 quadra do nosso trabalho, e praticamente no mesmo bairro da vovó. É uma escola da qual só tivemos comentários positivos até agora, muitos pais que gostam e outros que já ouviram falar muito bem. Eu queria mesmo era colocar a Elisa na mesma escola da priminha Luana, principalmente por causa da facilidade de adaptação, e também por ser uma das melhores da cidade, porém, fica longe demais, e essa logística que leva mais de meia hora por dia prá deslocamento, se der prá dispensar, melhor.

Pois bem, gostamos da primeira escolinha, mas fiquei com algumas dúvidas. A Elisa ainda gosta muito de dormir logo após o almoço, e dorme no mínimo duas horas, ou seja, estou morrendo de dó de colocá-la na escola no horário das 13h00, porque vou cortar o barato dela quanto à soneca. Claro que ela até pode dormir na escola, mas esse não é o objetivo, e vai acabar dormindo bem menos, chegando cansada, e deixando de curtir essa fase tão boa que é descansar enquanto pode…! Então temos a opção de colocar de manhã, porém, tenho a sorte de poder chegar no trabalho às 09h00 da manhã, às vezes até um pouco mais, e se ela vai sair da escola ao meio-dia, vai acabar ficando bem pouco tempo lá. E também depois que terminar minha licença do Bruno (daqui a uns 10 meses) vou ter que mudá-la para o período da tarde, prá poder aliviar um pouco a vovó…

Enfim, estou em dúvida!

E tem também a questão da cama. Queria mudar antes de colocar na escola, porque mudar junto não é recomendável, e se mudar depois, pode ficar muito perto do nascimento do Bruno, já que não sei quanto tempo vai demorar sua adaptação na escola. Além disso, ela gosta de dormir comigo, por enquanto na poltrona, mas como o barrigão tá crescendo, logo não vai dar para ela deitar no meu colo, então nada melhor que a caminha para podermos continuar tendo este momento gostoso juntas. Bom, então o jeito é começar a olhar logo. Estou pensando em comprar uma cama normal, e pedir a um marcineiro para fazer a grade inteira, dos dois lados por enquanto, porque tenho medo que ela caia durante a noite, já que vira e mexe bastante. Mas e o perigo de pular a grade?!

Bom, os comentários e sugestões de vocês sobre esses temas serão muitíssimos bem-vindos! Espero que minhas amigas mães da net me ajudem a resolver essas dúvidas do momento!

E antes de terminar, uma foto da garota felicíssima no parquinho do Shopping. Dá prá acreditar que ela já sabe até pedir para ir ao shopping??? Tudo bem que por enquanto é só por causa do parquinho, mas pense se a pessoa tem idade para isso! Só podia ser mulher, mesmo… rssss

Antes, quando eu era só filha e não era mãe, pensava que os pais gostariam, e buscavam, ter o controle sobre os filhos. Controle sobre o que os filhos fazem ou pensam em fazer, para que corressem menos riscos possíveis, e errassem só o inevitável.

Depois, quando a Elisa nasceu, percebi que naturalmente a gente (mãe e pai) acha que precisa ter o controle sobre o filhote, é basicamente isso que a gente tenta desde os primeiros dias de sua vida: controlá-los. Para que adquiram os hábitos corretos, não chorem demais, aprendam a mamar, comer, beber. E depois, quando eles crescem um pouquinho, a nossa tendência (e também dos avós, e outras pessoas que os querem bem) é fazer tudo para vê-los felizes. Tentamos, às vezes inconscientemente, controlar as situações para que os filhos sejam o mais felizes possíveis.

Agora, que a Elisa está crescendo mais e mais, venho percebendo que é ela que busca estar no controle da situação. Expressa com insistência suas vontades, e tenta fazer de tudo para elas prevaleçam. E quando menos percebemos, estamos, pais e filhos, disputando o controle.

Então comecei a ler algumas coisas sobre comportamento das crianças, e também a fazer alguns testes. “A Encantadora de Bebês”, por exemplo, livro que trata não apenas de bebês mas também dos primeiros anos da infância, me chamou a atenção para o que realmente devemos fazer, como pais: ensinar os filhos a ter o AUTO-CONTROLE. Vejam bem, o que eles fazem, a todo momento, são testes. A cada novidade que descobrem, testam se pode ou não podem. Testam quanto precisam chorar para conseguir o que desejam. Testam se o dedo na tomada realmente dá choque, se no aparelho de DVD realmente todos os botões funcionam, se a mamãe vai ficar chateada se não comer nada no almoço ou no jantar.

É claro que não vai adiantar tratar a criança como um adulto e explicar-lhe seriamente porque pode ou  não pode bater no amiguinho. Mas precisamos ser firmes nos SIM e principalmente nos NÃOs, para que o mais cedo possível eles possam aprender a controlar suas emoções e (por que não?) frustrações. Afinal, a vida é feita de alegrias e decepções, e seria bom que desde já, guardadas as devidas proporções, as crianças soubessem lidar com isso.

Outro dia, na pracinha, a Elisa não queria devolver a bola ao vizinho na hora de irmos embora. A mãe do vizinho, gentil, ofereceu: “você não quer levar a bola, e depois ela devolve?” Para não vê-la chorar ou dar vexame, fui tomada pela tentação de aceitar. Mas na mesma hora a luz vermelha se acendeu, e eu fui firme com ela: olhando nos seus olhos, expliquei que a bola era do amiguinho, precisava devolver, e no dia seguinte talvez brincariam novamente. Sim, ela chorou e gritou, mas foi o tempo de atravessarmos a rua, e ela parou e já encontrou outro motivo mais interessante para se distrair e até sorrir. Ou seja, ela fez um teste, que acabou não funcionando. Mas é sempre uma tentativa, e muitas vezes no cansaço, pressa ou praticidade, nós cedemos. Não é uma questão de estar no controle, mas de mostrar à criança que ela tem o auto-controle, que não precisa daquilo, que é bom saber dividir, e que ela pode, sim, se conformar, acalmar, e substituir por outra coisa. Não é assim que funciona na vida?

Elisa dividindo a rede com a priminha Luana

Lembro-me também que meus pais sempre tentaram me dar limites. A maioria deles eu realmente não entendia e dificilmente aceitava, mas hoje eu vejo que eles, na verdade, estavam me ajudando a adquirir o auto-controle, me obrigando a saber lidar com determinada situação, por mais frustrante que ela possa ser.

É assim que, cada dia mais, eu vejo o quanto a maternidade não se parece com uma ciência exata, que não há um kit de perguntas e respostas, e por isso mesmo, como é interessante aprender a exercer esse maravilhoso papel! Tomara que entre erros e acertos, o saldo seja finalmente positivo…

Cheia de personalidade, a Elisa agora aprendeu a dar seus berros. Chora gritado quando é contrariada, e também de madrugada, talvez por causa de pesadelos…? Comentei com o pediatra, e segundo ele nessa idade o bebê sonha muito mesmo. Mas gente, ela chora desesperada demais… se for mesmo pesadelo, haja Bicho Papão!

Não é toda noite, mas vez ou outra ela acorda chorando desesperada, e preciso pegá-la no colo, levar para a sala, mostrar que ela está em casa, com a mamãe, seus brinquedos, e tudo o mais. Mesmo assim é difícil, muito difícil fazê-la se acalmar, ela chora tão forte que até engasga! Vai um bom tempo até que ela vá se acalmando devagarinho, e depois pare de chorar, para voltar a dormir. Coitada, dá dó, muita dó, e muitas vezes fico sem saber o que fazer!

Quanto aos “escândalos” diurnos, é bem diferente. Ela chora de raiva mesmo! É interessante observar como esses sentimentos brotam expontaneamente num ser humano tão puro! Algumas vezes ela já tentou morder minha mão, quando tirei a mãozinha dela da tomada, do teclado do computador, ou do vaso de plantas cheio de pedrinhas.

O fato é que chegou aquela hora difícil, que jamais termina, de educar. Demonstrar quais são os limites, o que deve ou não deve ser feito, e muito, muito mais…! E agora, mamãe???

Com_bolsinha

envelopeElisa, minha filha querida. Conforme já tenho conversado com você, a partir da próxima quarta-feira iniciaremos uma nova fase em nossas vidas. Desde quando você foi concebida, há quase 15 meses, foram pouquíssimos os momentos em que nos separamos uma da outra; porém, é chegada a hora da mamãe voltar ao trabalho.

Nos primeiros dias, acho que vamos estranhar bastante. Porém, por outro lado, eu terei a oportunidade de retomar minha vida profissional, e você de viver a experiência de ser cuidada pela vovó durante boa parte do dia.

É claro que sentiremos saudades uma da outra, e muita, mas desde antes de você nascer tenho tentado ser sua melhor amiga, e proponho que por meio dessa nossa profunda amizade, tentemos ajudar uma à outra nesse momento.

Que tal?

Você vai precisar esforçar-se para não chorar quando mamãe não estiver por perto, e deverá acostumar-se ao jeito da vovó de cuidar de você –  isso será fácil, pois eu mesma cresci sendo cuidada por ela, e posso garantir que é uma delícia. Além do mais, foi a própria vovó que me ensinou a cuidar de você! Quanto a mim, farei de tudo para chegar do trabalho sempre o mais cedo possível, e fazer com que o tempo que passaremos juntas seja tão bom, que possamos compensar em qualidade a perda de quantidade.

E, acima de tudo, precisaremos ser FORTES, afinal, somos duas pessoas privilegiadas, pois a mamãe pôde ficar 6 meses afastada do trabalho para ficar EXCLUSIVAMENTE com você – pouquíssimas mães e bebês têm essa chance. E o melhor de tudo é que soubemos aproveitar MUITO bem esse tempo, não é mesmo?

Eu gostaria que fosse possível evitar este momento, sem que isso representasse renunciar à minha carreira… pode parecer esquisito, mas um dia, quando você crescer, vai entender bem a importância do trabalho, e compreender que a vida profissional é indispensável para que nos sintamos completos como pessoa, como mulher (no nosso caso), e como seres humanos.

Quero que você saiba, ainda, minha filha, que o fato de mamãe não estar sempre por perto, a partir de agora, não significa que eu te ame menos, pelo contrário, meu amor por você só aumenta a cada dia, e nossa intimidade, proximidade e amizade também se tornam mais fortes com o tempo. Mesmo trabalhando, mamãe estará com você de manhã, quando você acordar, vou amamentá-la, e no meu horário de almoço também irei à casa da vovó para encontrar-lhe, quando você poderá novamente mamar no peito enquanto desejar. No final do dia voltaremos juntas para casa, e até a hora de dormir (quando também estarei com você) teremos algumas horinhas para passar juntas, na companhia do papai. Você verá que seus dias serão bem mais movimentados, e isso certamente contribuirá para o seu desenvolvimento e crescimento em corpo e mente.

Que Deus continue nos abençoando, nessa e em todas as outras fases que ainda viveremos.

Com todo o amor do mundo, um grande beijo,

Mamãe.

“Um problema não é nada mais que uma questão que precisa ser abordada ou uma situação que exige uma solução criativa. Faça as perguntas certas e você encontrará as respostas certas” – do livro “A Encantadora de Bebês Resolve Todos os seus Problemas”, que eu estou lendo e recomendo. Mesmo que você não esteja enfrentando nenhum problema sério com seu bebê, vale a pena aprender um pouco mais sobre sono, alimentação e comportamento, do nascimento aos primeiros anos da infância do seu filho.

Talvez ela demore uns 30 anos, ou até mais, prá reconhecer isso, mas minha filha nasceu numa família incrível.

Ontem foi o batizado da priminha Luana, que nasceu 26 dias depois da Elisa. Depois da cerimônia na igreja (tumultuada como sempre são os batizados com muitos bebês e convidados), teve o tradicional almoço na chácara do vô (agora bisavô). Como disse o anfitrião (meu irmão), foi uma festa da terceira geração dessa família.

O momento que ilustra bem esse dia é a foto das bebês com o bisavô sãopaulino, que ficou visivelmente emocionado. Na cabeça dele, durante aqueles segundos, deve ter passado um filme de pelo menos 30 anos. 

Quantas festas grandes e pequenas já foram feitas naquele chão. Sempre em família, de sangue ou de amizade. 

E como o futuro chegou rápido! 

bisas

Na maior paz, as duas garotinhas compartilharam docemente daquele momento.

Olha a Elisa cutucando a Luana com o pé, prá comentar bem discretamente que o bisa tava chorando

Olha a Elisa cutucando a Luana com o pé, prá comentar discretamente que o bisa tava chorando

Belo dia. Belas lembranças. Bela família.

Junto com o amor em família, a confiança em Deus e outros valores que considero importantes, a AMIZADE é algo que vou me dedicar muito a ensinar à Elisa.

Comecei a fazer isso participando-a do cultivo das minhas boas amizades, e além da priminha LUANA (que além da amizade tem também o sangue da mesma família), a HELENA tem tudo para ser uma das melhores amigas da Elisa, tal qual sua mãe é uma das minhas.

Amizade_entre_bebês1

Ontem elas estiveram juntas, na casa da Helena. Já era noite, então, depois de algum tempo de brincadeirinhas, colinhos e fotos, a Elisa pediu o berço da Helena emprestado, e essa, gentilmente, cedeu o espaço para a amiga continuar sua dolorosa rotina de sonecas após sonecas. Com toda a liberdade que uma verdadeira amizade permite, a Elisa não se intimidou e esparramou-se no berço da amiga. Só acordou para devolver o lugar à proprietária, quando percebeu que essa já tinha feito a última refeição da noite e queria o espaço de volta para curtir seu merecido sono.

Que delícia de ver o entendimento das duas, lá na dimensão delas, longe do alcance desses pobres adultos. A nós cabe a gratidão por podermos admirar a linda amizade que vai crescer junto com as meninas!

Amizade_entre_bebês2

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