Quando eu era adolescente, achava que a vida dos adultos era mais fácil. Sim, eles eram independentes! E ao mesmo tempo sentia saudades de quando era criança, porque não precisava estudar, pensar no futuro e nem tomar decisões.  

Pois bem. Hoje, aos 31, penso que jamais vivi idade mais ideal. Dos efeitos mais drásticos do tempo ainda não sofro (deixa prá lá as veinhas e derivados). Recordo com carinho minha adolescência, e tenho o privilégio de reviver  na minha própria filha a doçura que é a INFÂNCIA de uma pessoa. É realmente uma pena não me lembrar dos meus 2 anos de idade. Com certeza, se me lembrasse, sentiria saudades. Se bem que, pensando melhor, acho que bom mesmo é não me lembrar, porque assim posso somar o fator surpresa às delícias que estou presenciando na vida da Elisa, aos seus 2 anos de idade. 

Filha, você é tão completa e feliz, que de novo estou com aquela vontade de fazer o tempo parar…!  

 

E quem foi que disse que essa idade não tem seus desafios?  

Ontem ela começou na escola. Escolhemos uma que tem excelentes referências, muito espaço para brincadeiras, e fica no quarteirão vizinho ao nosso trabalho. Demorei para decidir mas acho que não poderia ter escolhido melhor. E também estou muito feliz porque teremos boas recordações dos primeiros dias da Elisa na escola. É claro que não tenho muita certeza do que ainda vem pela frente, porque por enquanto ela está vivendo aquela fase inicial e emocionante do encantamento, da novidade, do desconhecido. Mas bem lá no fundo meu coração de mãe diz que posso ficar tranqüila pois essa será uma mudança muito feliz na vida da minha filha querida.  

 

Ontem ela estava em total expectativa, e fomos juntas até lá. Fiquei com ela as duas horas do primeiro dia de adaptação, mas me mantive distante para deixá-la explorar o espaço, as pessoas, os brinquedos, o ambiente, sem a minha participação. É claro que a vontade não era de compartilhar à distância, mas tive certeza de que esse era o jeito certo de deixá-la dar este importante passo. Sinceramente fiquei orgulhosa da independência da minha filha. Ela demonstrou uma segurança muito gratificante para mim, que tanto desejo educá-la para saber ser protagonista da sua vida neste mundo. E como eu pratico (ou pelo menos tento praticar) aquela filosofia do “comece como deseja continuar”, combinei com a diretora da escola que hoje a deixaria sozinha lá, já que trabalho tão próximo e ficaria grudada no meu celular para que me ligassem em caso de QUALQUER necessidade. Afinal, desde os seus 6 meses de idade a Elisa passa o dia sem mim, e se justamente agora ela cogitasse estar comigo durante o tempo em que fica na escola, com certeza o momento da separação, uma semana depois, seria um problema. A diretora é pedagoga experiente e confirmou que eu estava certa, isso me deu mais segurança hoje, na hora de despedir-me da Elisa no segundo dia de escola. Entrei com ela, fomos até o parque, e quando chegou lá ela nem mais se importava se eu ficaria ou não. Se despediu de mim com total indiferença, mais preocupada em moldar uma estrela no tanque de areia, e assim passamos 3 horas, eu no trabalho e ela na escola. Quando cheguei para buscá-la foi a hora de mostrar um pouco de manha, porque não queria largar o brinquedo para vir embora, e juntando com o sono enorme que ela estava, abriu um berreiro básico prá mostrar à professora que também não é feita de porcelana, apesar de parecer sim uma boneca. Ha ha ha ha…. Para amanhã estou muito tranqüila, porque a escola terá show do Patati Patatá, que a Elisa simplesmente idolatra, e depois disso já teremos percorrido 3 dias, ou seja, acho que estaremos quase adaptadas. Tomara! Veremos!  

Vê-la tão amorosa com a priminha Luana e a amiguinha Helena (na foto) me deixa ainda mais derretida.

 

Prá completar este importante momento de emancipação da ex-bebê, ontem chegou também a sua cama nova. Desmontamos o berço e ele só entrará em cena novamente quando estiver totalmente caracterizado para receber o Bruno e assim, que sabe, passar despercebido. “Do berço para a cama, e da vovó para a escola; duas mudanças tão importantes no mesmo dia … Será que devemos?”, me perguntei. Pois fomos em frente e ela AMOU. Agora chega em casa e já pede para ir dormir na cama nova… Que tem o lençol da Barbie, lógico, afinal um incentivo não faz mal a ninguém, não é mesmo?  

Bem, Elisa, certíssima está você em se adaptar tão fácil às mudanças, minha filha, porque em breve você vai vivenciar outra bem grande: a chegada do Bruno.

Hoje mesmo fomos à consulta do pré-natal e pudemos ouvir seu coraçãozinho vibrante lá dentro. A expectativa para recebê-lo sem dúvida é muito grande, mas realmente não estou sentindo essa gravidez passar; já entrei no sétimo mês de gestação, e o dia da sua chegada está cada vez mais perto. Vamos nós para mais essa grande e maravilhosa mudança, outro enorme presente da vida!

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