Diz a lenda que a águia estava comendo todos os filhotes da floresta. A coruja foi até ela e disse:

– Ô Águia, preciso ir buscar comida para os meus filhotes e vou deixá-los no ninho, olha lá, não os coma, que são meus filhos!

– Mas como vou saber quais filhotes são os seus, coruja?!

– Ora, é fácil, são os mais lindos  de todos!

Pois bem, essa é a lenda que fundamenta toda a nossa corujisse!

Da minha parte, está cada vez mais difícil não ser mãe coruja. A Elisa está simplesmente irresistível. Como está esperta! Entende tudo o que a gente diz, e claro, principalmente aquilo que a interessa… hehehe. Quando está bem disposta, fala tudo o que a gente pede – ou pelo menos ela tenta, né. E quando percebe que a gente ri, ah, não perde a chance, fica repetindo e rindo também, muito linda.

Papai, Mamãe e Dedé (a madrinha) são as campeãs. Mas Vovô, Vovó, Mamão, Mimão (limão), Cagol (Carol, a prima), Mamom (Ramon, o primo), Papá, Cá mamãe (carro da mamãe), Cá papai (carro do papai), Bibí (a motoca), Abí (abrir), Pão (que ela ama), Não (de tanto que a gente fala), e muitas outras palavrinhas estão pintando por aí. Até “ai, ai, ai…” ela suspira! Também o nome dela ela tenta falar, mas esse tá difícil, só saiu o “Isa” por enquanto.

Sinto falta de ficar mais tempo com ela, e pode ser que em breve isso mude, porque minha jornada de trabalho será reduzida – e o salário também, infelizmente, mas são mudanças estruturais na empresa, não vai dar prá evitar, então o jeito é readaptar, e aproveitar com minnha filhota. Por outro lado, fico pensando em voltar a estudar, mas sei lá, isso já é assunto para outro post!

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