Respirar pelos pulmões, mamar, chorar, enxergar, apalpar… Contando desde o momento em que vêm a este mundo, dá para considerar que os bebês são seres nascidos para experimentar.

Cada necessidade é suprida com uma nova experiência, proporcionada, na maioria das vezes, pela mãe, e em segundo lugar, pelo pai e outras pessoas que cuidam do pimpolho (no meu caso, pimpolha).

Que dureza, hein? Nada é conhecido, tudo vem de surpresa, viver vira sinônimo de aventura.

Está aí uma boa incumbência que coube à natureza: separar alguns que adoram novas experiências, de outros que já não curtem tanto, estranham e se apavoram.

A Elisa, graças ao Bom Deus, parece pertencer ao primeiro grupo. Não sei, mas parece. Digo isso com certo receio prá não me arrepender amanhã, mas muitas vezes me sinto uma mãe privilegiada. A Elisa, até o momento, parece se dar muito bem com suas “primeiras vezes”, às vezes “segundas” ou “terceiras”, vai, mas tá ótimo também.

Em se tratando de alimentação:

Quando experimentou suco pela primeira vez, secou a xuquinha. Tudo bem que na viagem a Gramado não quis experimentar nenhum outro suco diferente (já que lá não tinha laranja lima) e agora parece que pegou birra da xuquinha, mas eu também não estou forçando, porque estou mais preocupada que ela pegue a mamadeira de leite, para que eu possa garantir uma (só uma, espero) das mamadas que não vou poder dar no peito a partir do dia 4 de fevereiro, quando volto a trabalhar.

Frutinhas ela adora desde a primeira vez. Já experimentou mamão papaya, pera, maçã, banana (maçã e prata) e pêssego, e não recusou nenhuma delas. Faz até huuummmm quando come (uma gracinha!).

As papinhas de legumes começamos nessa semana.

Estão vendo como as novas experiências estão intensas???

Ontem foi purê de beterraba, cenoura, batata e abobrinha. Hoje a beterraba cedeu lugar à mandioquinha, e deixei a mistura um pouco mais leve (rala), e ontem ela comeu bem pouquinho, hoje já limpou o pratinho, mas estou começando de leve.

Prá terminar, agora toma mamadeira de leite industrializado (uma por dia, para ir acostumando). Começamos no domingo. Recusou raivosamente na primeira tentativa, com a vovó, mas na segunda tentativa, horas mais tarde, com o papai, tomou metade da mamadeira. Descansou um pouquinho, veio no colinho da mamãe, e depois tomou a outra metade comigo! Já na segunda-feira, não quis (vá entender). Ontem, nova sessão  com o papai de manhã (conseguimos na segunda tentativa), e depois, prá reforçar o hábito, ofereci mais uma à tarde, e ela deixou a mamadeira sequinha com a mamãe, em pleno shopping center. Hoje, tomou tudo também, comigo. Estou tão feliz e aliviada que estamos conseguindo adaptá-la a este novo hábito! Não sei bem sobre a quantidade, por enquanto estou oferecendo 150 ml, para ir observando.

Quanto à mamadeia, descobri uma questão curiosa: sempre achei que seria mais fácil ela aceitar quanto mais estivesse com fome, mas eu estava errada. Quando ela está faminta, não quer ver mais nada na frente exceto o mamazão que a alimenta desde quando nasceu. Já quando está mais tranqüila, sem muita fome (tipo 3 horas depois da última mamada, e não 4), então aceita numa boa. Claro que vira a cara na primeira tentativa, mas com jeitinho acaba pegando, e aí vai no embalo.

O único efeito colateral de tudo isso, até agora, é que faz 2 dias que ela não faz cocô. Mas deixe estar, que amanhã vou dar-lhe um suquinho de laranja com mamão que deve resolver o problema. Também, como já aconteceu antes, não estou tão preocupada, só é meio chato porque ela fica irritada e faz muita força, sem sucesso, coitada. Tomara que alivie logo. Alguém tem mais alguma dica?

Ufa… escrevi demais?

É a empolgação das novas experiências!!!

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