Estava tudo ótimo, até 23h30 mais ou menos, quando começaram os rojões. É triste ver sua filha desesperada de medo…! O barulho estava realmente alto, os vizinhos soltaram muitos rojões até quando, graças a Deus, a chuva apertou, e pouco depois da meia-noite tudo tinha terminado. A cada ano a Elisa fica com mais medo dos fogos… e não sabemos o que fazer! Até porque medo é medo, não tem muito como evitar, eu acho. Coitada, quem sabe no próximo ano ela enfrenta melhor esse medo, sem tanto choro e gritaria.

A priminha Luana, por sua vez, nem ligou… Coisas da infância: uma tem medo de Natal (Luana não pode nem ouvir falar de Papai Noel), e outra do Reveillon…!

Hoje de manhã Elisa teve a grande surpresa: Papai Noel trouxe a motoca que ela tanto queria.

Tudo começou quando o Bruno ganhou da madrinha, no niver de 1 ano, aquele pocotó que está ali atrás, na foto. Depois de um tempo, Elisa, enciumada, me disse: “Mamãe, já sei o que vou pedir ao Papai Noel: um pocotó igual do Bruno, cor de rosa!”. Morri de dó… Então mostrei a motoca, e disse que era de moça, enquanto pocotó era de bebê. Ela apaixonou na idéia, e desde hoje de manhã virou a motoqueira da casa. Papai foi o grande incentivador. Quero ver quando for moça e quiser andar pela cidade de moto…! Bom, cada problema no seu momento, certo?

Hoje foi a última reunião de pais na escola da Elisa, neste ano. Semana que vem teremos a festa de encerramento, na quarta, e depois… férias! Serão 45 dias, como se as mães não trabalhassem e deixassem os filhos na escola só por passatempo. Em 2012 ela irá ao Maternal II, finalmente, porque faz aniversário dia 08/08, então teve que repetir um ano – agora é lei: criança só entra no primeiro ano com 6 anos completos até 30/06. Dessa forma ela andava meio desestimulada, e eu também com a escola, que é ótima e pertinho do meu trabalho (um quarteirão).

Quando cheguei da reunião ela adorou ver comigo os trabalhinhos e o portifólio dela. Teve uma cena que foi demais: no meio do material tinha uma mensagem da professora (a mesma desde que ela entrou na escola, há 1 ano e meio), dizendo, dentre outras coisas, que ela estava “feliz por ver que a Elisa se desenvolveu e irá para o Maternal II, e ao mesmo tempo triste porque não estará mais em minhas mãos”. Quando terminei de ler a mensagem para ela, me disse: “O que, mamãe, que você falou de triste? De mãos? Não entendi…” Que linda! Li de novo, expliquei, ela compreendeu, e acabou achando legal trocar de turma e de professora. Bolei o maior romance sobre o tema! Que fofa…!

Bem que Deus podia dar um jeito de proibir que crianças ficassem doentes. Se é duro prá mim, imagino então para as mães que têm filhos com problemas sérios de saúde.

De qualque forma, a gente sempre sofre ao ver nossos pequenos sofrendo, seja qual for a dimensão. E dias atrás a Elisa deu trabalho. Tive que viajar por 2 dias, e logo no primeiro ela começou a apresentar febre. Na sexta, quando voltei, tinha aumentado, e ela já havia passado com o pai no plantão infantil. Aparentemente era só uma inflamação na garganta. Mesmo medicada, a febre não foi embora, pelo contrário, chegou a 40,3 no sábado. Agonia enorme para nós. Exame de sangue, choradeira, infecção, mas sem saber direito onde. Falamos com a pediatra dela por telefone, e decidimos aguardar mais 24 horas porque o hemograma demonstrou boa reação do organismo para combater, seja o que fosse.

No domingo foi só uma febre, e já ficamos mais aliviados. Porém, na segunda (feriado prolongado para muita gente, por causa da terça 15 de novembro), começou um processo contrário: ficou gelada, chegou a 35 graus, e à noite, 34. Disse a pediatra que em casos de infecção pode haver tanto febre quanto hipotermia… E nós fora de casa, porque como ela havia melhorado, fomos ao casamento de uma amiga querida, ainda bem que foi numa cidade próxima. Retornamos na terça-feira cedo, e fomos direto ao plantão infantil (pela quinta vez). Decidimos então entrar com o antibiótico, já que aparentemente o problema era a garganta, apesar de não doer. Estranho, né?…

Bom, o importante é que ela melhorou, hoje foi à pediatra dela, e por via das dúvidas vamos dar 10 dias do antibiótico, porque ela fica segurando as bochechas como se estivesse com um incômodo de sinusite, e já que está sendo medicada, vamos combater essa possibilidade.

Agora é rezar prá sarar de vez, e também repor o sono atrasado…Ô dureza.

 

A garota está numa fase impossível.

Até já comentei aqui no blog, que eu sempre adorei ir às reuniões na escola, até porque a professora sempre fazia muitos elogios à Elisa, pelo seu comportamento, interesse, facilidade em aprender. Na última, fui chamada prá conversar em particular… Já senti que as coisas tinham mudado. A Elisa está desobediente, resistente, egoísta, chorona. Para mim isso não era novidade, mas até então, era para a professora. Comentei que em casa ela também está assim, temos tentado trabalhar para melhorar esse comportamento, mas eu inclusive aceito sugestões, porque não sei como fazer e parece que ninguém tem a receita – a não ser aquelas teorias dos livros, que parecem uma maravilha, até que você começa a tentar colocá-las em prática.

Parênteses: a Elisa faz aniversário dia 08/08, então, como terá que, oportunamente, ingressar no primeiro ano com 6 anos completos, teve que repetir o Maternal I, e ela é nitidamente a mais “avançada” da classe. É que a escola não tem Berçário, mas acaba pegando alunos de 1 ano e meio, um pouco mais…. E aí muitos ainda usam fralda, vários são bem mais novos que ela, e nas aulas vem aprendendo coisas que ela já sabe. Isso, na minha opinião, provoca um imenso desinteresse da criança. Por isso conversei com a diretora da escola nesse sentido, e concordo que não tem como a professora aprofundar mais o conteúdo, se a maioria não vai acompanhar, e segundo ela tudo vai mudar em 2012, quando ela irá para o Maternal II só com os outros da idade dela. Já estamos quase lá, então vou aguardar…

E hoje tivemos um exemplo típico dessa fase chatinha que a Elisa está passando: fomos à natação e, na volta, ao meio-dia, tínhamos um aniversário da amiguinha Beatriz (4 anos) numa chácara. O papai chegou junto com a gente, com as compras do supermercado, e enquanto eu fazia o prato para garantir o almoço dela, já que na festa tenho certeza que ela não ia comer nada, ela atacou as sacolinhas, pegou rapidamente um suco de caixinha, furou com o canudo e começou a tomar. Claro que ia perder o apetite, então o pai tirou dela e disse que só tomaria depois do almoço.

Ah, porque… O choro começou. E só aumentava. E chorava, chorava, chorava. Quando ela faz isso, começa a pedir “quero o papai” sem parar, e ele fica totalmente sem paciência, então sai de perto. Eu fico tentando contornar a situação, obviamente não consigo, e ela chora, chora, chora. Pedi que parasse, ou não iríamos ao aniversário. A coisa seguiu por quase meia-hora, tentei de tudo, só não levei a chorona para o pai justamente tentando impedir que isso vire um hábito, ou seja, ela chora e consegue o que quer. Prá encurtar a história, não teve jeito, ela só se acalmou depois de muito tempo, e tive então que fazer o que tinha “ameaçado” quando tentava acalmar a crise – não irmos ao aniversário. Estragou o sábado de todo mundo, mas espero que tenha servido de lição…

Então eu pergunto: cadê a receita para educação dessas crianças??? Ela entende tudo, sabe muito bem o que quer, e justamente o que não quer é aceitar os nossos limites. Qual a medida correta dos ingredientes – amor, compreensão, disciplina? Na hora que o “bicho pega”, é difícil…

Por falar em “bicho”, mudando para um assunto bem mais divertido, no feriado de 12/10 fomos comemorar o Dia das Crianças no zoológico e Paraíso da Criança – e é mesmo, de tanto brinquedo que tem naquele parque. Foram quase todos, faltou só o Lucas (priminho que está com 3 meses, e só saiu mesmo na foto) – Elisa, Luana e Bruno, uma delícia:

Aproveitaram demais, e naquele dia ela ficou compreensiva e obediente. Ah, se fosse sempre assim…!

Ela demora demais prá comer, parece até que esquece do que está fazendo, fica com a comida parada na boca, mastigando devagarinho até acabar. Nasceu à mãe.

É loirinha, magrinha, tímida, não se enturma com muita facilidade. Mas é meiguinha, atenta, questionadora. E prestativa.

Também não é egoísta: para provar que também tem pai, é carinhosa, dengosa, inteligente, persistente como ele. E muito sincera: do alto da sua autenticidade, é cópia da mãe, mas nem disfarça que prefere o pai. Danada! Sim, é que também é apaixonada por ele, tem ciúmes…igualzinha à mãe!

A garotinha está naquela famosa fase de desafiar o perigo. Contrariar as ordens, ou dá-las ela mesma. Ontem ela fez isso em casa, e hoje subiu na pia do banheiro da vovó. Em pé, sem o menor receio. Acabei fazendo o maior drama descrevendo o machucado enorme e dolorido que ela pode fazer com uma brincadeira dessa.

Mas a verdade é que não dá prá tirar o olho dela por um segundo, e todo dia é uma novidade. A gente morre de rir com as sacadas dela. Sempre imitando a gente, mas no seu estilinho próprio. Agora, dependendo do que eu falo, ela solta: “Ah mamãe, tenha dó”. Ontem foi ela que lembrou: “papai, vamos levar o lixo?” – e acertou o dia, já que toda segunda, quarta e sexta tem que levar o lixo de casa até a entrada do condomínio. Ela vai no banco da frente do carro, então sempre pára tudo o que está fazendo prá fazer isso com o pai. E prá encerrar a noite, fomos fazer xixi prá dormir, a calcinha e calça estavam com uma roda molhada…! “Elisa, o que é isso?! Desde que horas você está de xixi???”  ”Sete e meia”, responde a comédia…

Delícia de idade! E de família!

A festa da Branca de Neve foi fantástica. Ela própria, a Branca de Neve, foi esperar a Elisa na porta da festa. A carinha dela naquele momento vai ficar prá sempre guardada na nossa memória.

Ela se divertiu MUITO, e para nós é isso que importa. Família reunida, crianças, parque.

O dia do niver foi 8, a festa foi 13, e domingo passado, 21, conseguimos entregar à Elisa nosso presente de aniversário: uma lousa dupla – de um lado para o tradicional giz, e do outro, para as canetas de tinta removível. Juntas, elas ganharam um tripé, adaptado pelo super vovô Serjão, e ficou um serviço de primeiríssima, como sempre ele faz:

O melhor de tudo é que a lousa é portátil, então vai e volta da vovó, casa da prima Luana, nossa varanda… todo lugar e hora ela pode desenhar, escrever, inclusive já está aprendendo as letras do seu nome. E a posição vertical é ótima prá desenvolver a coordenação motora.

Divirta-se, querida. Você merece!

Já me haviam dito que é nos três anos que a criança mostra sua personalidade. Se a adolescência é a transformação da criança em adulto, a fase dos três anos é a transformação do bebê em criança. A Elisa não foge à regra. Da hora que acorda até segundos antes de pregar os olhos, é ela quem quer mandar. E pensa que manda. Melhor, tem certeza. Ela fala tudo com uma desenvoltura e segurança que acabam exigindo de nós criatividade e muita habilidade nas argumentações. Se na vida adulta ela tiver, para enfrentar seus desafios, essa mesma persistência que tem hoje prá conseguir o que quer, ninguém segura!

Ela percebe absolutamente tudo o que está à sua volta, comenta tudo, participa, questiona e até corrige a gente! E pior: agora ela quer usar com a gente os mesmos métodos que usamos com ela. “Come a última colherada da comida que depois eu pego as fotos para você”, por exemplo, a gente pode dizer. “Não, pegue as fotos e depois eu como”, ela rebate. E quantas vezes precisar, sem desistir.

E por aí vai. Quer escolher as roupas, se vestir sozinha, colocar umas por cima das outras, e de preferência tudo rosa.

Outro dia foi demais: era sábado cedo. Nós dois, acordados, curtindo preguiça na cama, ouvimos bater uma porta de armário. Dali a pouco aparece ela, já de roupa, e não pijama. Sorriso abertão. “O que é isso, Elisa?!” “Tô pronta, mamãe”. “E por que você está gelada assim?!” “Fiz xixi na cama, tomei banho e tô pronta!” Fui conferir. A cama estava mesmo ensopada de xixi, o banheiro todo desorganizado e molhado, toalha no chão. A danada fez tudo sozinha, de fato. Fiquei orgulhosa e dei-lhe os parabéns pela independência. O xixi a gente dispensa, expliquei…

Agora terminaram as férias. Voltou às aulas com a corda toda. Durante as três semanas de folga nós convidamos a Giulia, 15 anos, prima-tia que ela ama e copia em tudo, para fazer companhia.

Várias tardes de brincadeira também com a prima Luana e com o Bruno, os dois até se aproximaram mais e agora estão bem amiguinhos. Faltou só o Lucas, que como diz a Luana, “ainda está bebê”. Aliás, MEU AFILHADO! Fiquei tão feliz com o convite!!!

Bom, dia 08 está aí. A festinha faremos no dia 13, véspera do Dia dos Pais. Temos, pois, deliciosas comemorações pela frente!

Foi há 2 sábados, durante passeio no shopping com o papai. Elisa voltou com 4 gibis da Turma: Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Desde então é um tal de ler historinhas sem parar, principalmente algumas que ela mais gostou e a gente até já decorou. Ela não se cansa.

Ontem foi demais. Ficou mais de meia hora sentada à mesa, depois do jantar, com o gibi do Cascão, folheando e contando ELA MESMA as historinhas. É claro que todas diferentes daquelas que realmente constam no gibi, mas por isso mesma. Fiquei boba com sua capacidade de criar histórias. Passava as páginas, lia com entonação, inventava situações. Mais uma vez, muito surpreendente!

 

É na terça, dia 26, soube hoje pelo padre, na missa. Ainda bem que almoçamos com vovô e vovó e pudemos ao menos fazer um brinde, apesar de eles merecerem MUITO mais que isso! Com a vovó Edimar vai ter que ser por telefone mesmo, por causa da distância, mas esperamos em breve vê-la novamente.

Algumas vezes já me peguei pensando em que tipo de avó serei eu. Sim, tem muito tempo pela frente, mas é até curioso tentar imaginar, frente a tantas mudanças que vivemos no mundo de hoje. Até porque o exemplo que eu tenho, minha mãe, está MUITO longe do meu alcance!

É simplesmente impossível encontrar palavras prá falar da minha mãe. Eu não sei onde ela encontra tanta disposição, alegria, força, simpatia, sabedoria. Chego a ter certeza de que ela não é desse mundo. Eu, por muito menos, perco a calma, fico cansada, aflita. Se hoje a Elisa e o Bruno são duas jóias preciosas, devo muito disso a ela. Ela é meu braço direito, esquerdo, e meu cérebro muitas vezes. Inúmeras coisas que a Elisa sabe, foi ela que ensinou, primeiro para mim, e agora para ela. Como meu pai mesmo já disse, ela nasceu prá ser avó! rssss…. E por falar nele, também está se revelando um super avô. Eu jamais pude visualizar meu pai com a paciência que ele tem hoje, isso era absolutamente irreal antes dele se tornar avô. E agora já são 4 netos! Duas meninas e dois meninos.

Espero que eles possam ler este post, pelo menos você Serjão, e depois você dá o recado à vovó Nini. PARABÉNS A VOCÊS DOIS, e também a todos os vovôs e vovós, principalmente aos mais atuantes como esses!

Ah, e vocês, Elisa e Bruno, são mais privilegiados ainda porque têm também o Biso e a Bisa aqui conosco ainda! A Bisa, tadinha, na cadeira de rodas por causa das fraturas nas pernas (osteoporose), mas ainda é forte e tem chances de voltar a andar! E o Biso, alegre e disposto do alto dos seus 80 e tantos, ainda curte uma Skol principalmente se a família estiver reunida. Parabéns em dobro!

Elisa está com outro problema respiratório. Foi diagnosticado como Bronquiolite. Um tipo de gripe forte, que não sara, e afeta os pulmões, dá falta de ar, respiração curta, tosse e cansaço. Estou preocupada, essa época do ano dá muita pneumonia, o ar está terrivelmente seco e sujo, ela é alérgica a tudo isso e não suporta…!

Estamos confiantes no médico que está tratando, ele é pediatra alergologista e pneumologista. Depois de 5 dias de Prelone sem resolver o problema, entrou com uma medicação via espaçador (o medicamento é aspirado e vai direto ao pulmão). Aerolin e Busonid. Já estávamos usando o Busonid nasal (spray) como precaução devido à sensibilidade dela ao inverno (por indicação do médico, também), mas não foi suficiente.

Amanhã é o último dia de escolinha antes das 3 semanas de férias, e ela faltou vários dias por não estar bem. Mas é tão anjo que continua compreensiva, linda, alegre, esperta, sapeca, e nos surpreendendo sempre com comentários muito precoces para sua idade. Claro que fica irritada com tanta medicação, e spray nasal está virando algo traumático aqui em casa. Como é desgastante vê-la não estar bem, tossindo durante a noite, com o pulmão cansadinho… E o medo que isso vire algo freqüente? Não tem outro jeito senão cuidar e tentar manter a calma, né?

Acho que podemos contabilizar esta como uma das principais conquistas da Elisa nesta fase próxima de completar 3 aninhos: ela largou a chupeta!

Foi assim: durante a viagem de férias ao Berro D’Água ela conheceu uma amiguinha que tinha uma Barbie Sereia. Foi paixão à primeira vista. Na volta, como ela já estava chupando só prá dormir, e de sem-vergonhice quando acordava, vimos que era a hora certa de tirar. Então tivemos a idéia de propor uma troca da chupeta por uma Barbie Sereia. Claro que não tínhamos certeza se daria certo, existia um risco muito grande de termos que voltar atrás e retroceder à estaca menos 1 (nem zero, porque depois da primeira volta atrás tudo fica  mais difícil). Mas armamos um passeio a um shopping diferente, em outra cidade, por ocasião de uma ida ao médico, e por vários dias ficamos preparando-a psicologicamente para a troca, fazendo a maior fantasia em torno da Barbie Sereia. Até filminhos no You Tube nós encontramos e ficamos assistindo várias vezes. Ela ficou totalmente apaixonada pela boneca, e agora é assim:

Parabéns, Elisa, por esta importante evolução!

Hoje a Elisa rabiscou a parede do meu quarto com caneta. Tentamos limpar de todo jeito, mas não sai. Quando ela chega da escola sem dormir, fica elétrica e terrível. Não quer fazer nada que a gente pede, se distrai com qualquer coisa que esteja no caminho entre a entrada da nossa casa e o banho, e sempre apronta alguma. Na hora perdi a paciência e bati na mão dela, forte. Doeu meu peito na hora, e depois pensei que deveria ter dado um castigo, mas não me contive na hora. É horrível usar a violência…! Depois ela ficou a noite toda super carinhosa comigo, parece que querendo reconquistar, ai que dó…

Meu Deus, haja paciência!!! E sabedoria para educar.

Uma cena simples como esta diz tanto a uma mãe...!

Companheirismo, paciência, ingenuidade, brincadeira, cuidado, capricho, espontaneidade, doçura…

Eu adoro quando a Elisa e o Bruno brincam juntos. Ele é ENCANTADO por ela, mas não é sempre que ela dá bola para ele. Acho que um pouco é por ciúmes. Mas um dia desses ficamos em casa os três e foi demais. Espontaneamente ela resolveu pentear o cabelo dele, e não pude deixar de registrar a cena com a câmera, porque no meu coração ela ficou imediatamente registrada.

Não tá fácil dobrar a garota. Ela está terrivelmente esperta e cheia de si, não aceita qualquer argumentação e pior: faz de conta que não está ouvindo a gente quando é contrariada. Agora mesmo, neste exato momento, está subindo a escada prá pegar a escova de cabelo do Bruno lá no quarto (prá brincar), eu pedindo para ela voltar e ela me chamando prá ir com ela, insistentemente.

Prá liberar um pouco essa energia e aproveitar um pedacinho das férias do papai, estivemos há duas semanas lá no Berro D’Água, resort em Avaré, tipo hotel fazenda, muito legal. Luana também foi, e formaram um trio da pesada com mais a Laura, que conhecemos lá. Foi diversão total.

O frio estava grande na beira da represa, mas o ar puro e o delicioso sol da manhã tornavam o lugar uma delícia

 

O passeio a cavalo foi um dos momentos mais inesquecíveis da viagem.

 

Mas nada, absolutamente NADA superou a Branca de Neve, que todas as manhãs ganhava um abraço das suas admiradoras mais carinhosas.

A gente costumava dizer às meninas que os anõezinhos eram pequenos porque não comiam feijão, e assim, na hora do almoço, elas se lembravam disso, entravam na brincadeira, e acabavam comendo. Até que um dia a Elisa virou e disse: “os anõezinhos não são pequenos porque eles não comem feijão, é porque eles são anõezinhos…” Quem é que engana essa garotada de hoje???

As comemorações começaram na sexta-feira com festa na escola da Elisa. Não se pode negar que foi um rebuliço só, aquele monte de mães frenéticas prá enxergar e fotografar seu filho durante a apresentação da sua turma, eu com o Bruno e minha mãe (que merece e muito as homenagens às avós mais do que atuantes), enfim, mesmo assim foi uma delícia, e uma comédia.

Dessa vez ela dançou direitinho a coreografia que devem ter suado prá ensaiar, e mesmo assim muitos da turma dela choraram e quiseram correr para os braços das mães, afinal, ainda estamos falando do Maternal I. A Elisa na verdade é a maiorzinha da turma, eu acho, porque como faz aniversário em Agosto, precisou “repetir de ano” prá chegar ao primeiro ano com 6 anos completos.

Só não havia meio dela virar a flor para o lado certo (veja no detalhe) prá mostrar a foto da mamãe. Distraíííída.... Tem prá quem puxar???Na vez dela se apresentar vovó pegou o Bruno e eu fiz absolutamente TUDO prá chegar bem pertinho e mostrar que eu estava lá, mas quem disse que ela me olhava??? Foi me ver só no final, quando as mães é que foram dançar, e aí veio aquele sorrizão delicioso!

No domingo a festa foi na casa do querido Tio Marcelo, com a participação da família completa. Elisa se divertiu muito, e as mamães também. Claro que a gente se enche de orgulho nessas datas, mas lá no fundo meu sentimento é de que nem mereço tantas homenagens, afinal de contas, a gente faz tudo tão naturalmente, nem tinha como ser diferente, não é mesmo? Mãe é mãe e pronto, dispensa comentários, e fica até difícil descrever o que isso significa. O que não quer dizer que a gente não ADORE receber as mensagens lindas de reconhecimento, claro! Então, PARABÉNS a todas as mães!

Quinta-feira passada tivemos reunião de pais na escola. Ainda posso ter que pagar minha boca, mas não me conformo com os pais que não vão. Eu adoro ir às reuniões, e vamos sempre os dois, mãe e pai. Quer oportunidade melhor de conhecer nossos filhos? Saber como eles se comportam quando estão sem a gente? Mas de 8 alunos da classe da Elisa, fomos só 2 pais. Enfim, vamos ao que interessa:
 
Depois da palestra sobre primeiros socorros feita por uma enfermeira convidada, a diretora chegou com uma conversa meio ideológica sobre princípios pedagógicos, convicções, e a necessidade de muitas vezes revermos nossa forma de pensar em vista das mudanças do mundo, das exigências do mercado, etc… Percebi que vinha chumbo pela frente. Resumindo, agora a escola vai oferecer o ensino de uma segunda língua às crianças. Mesmo àquelas que ainda estão dando os primeiros passos na primeira. Ou seja, o caso da Elisa, que está no Maternal I.

De imediato fiquei muito contrariada, porque nunca achei certo forçar a criança que não fala nem português a aprender inglês. Chegava a considerar uma agressão. Mas da forma como ela colocou, terminei achando que vai ser legal. Na verdade eles irão trabalhar com um método bem interessante, sem realizar AULAS de inglês, e sim inserir esse idioma no vocabulário e nas atividades trabalhadas em sala.

Então, por exemplo: quando as crianças chegam, trabalham o calendário, aprendem que dia é hoje, depois vão ao painel do tempo prá conversar se o dia está ensolarado, nublado ou chuvoso ou sei lá, depois vão ao Emocionômetro prá colar sua fotinha no quadrinho do seu estado emocional, seja triste, feliz, mais ou menos, etc… e vão fazer tudo isso em português e em inglês. Enfim, por três dias na semana as crianças vão aprender o que aprenderiam normalmente naquele dia, mas falando os conteúdos em português e em inglês.

Segundo a profissional que atuará na escola, que além de professora de inglês também é pedagoga, dessa forma a criança vai assimilando o segundo idioma naturalmente, e como aprende com muita facilidade, será algo realmente muito positivo.

É, vamos ver. Se tudo correr bem, eu é que vou precisar entrar no Inglês prá poder conversar com minha filha!!!

Agora vamos a algumas deliciosas cenas do fim de semana:

Pose com a Nina no jardim. Ela anda um grude total com essas bonecas, brincando de mamãe-filhinha. Acho a coisa mais linda, claro.

 

Brincando com o Bruno no chão e ...

… ajudando o irmãozinho a buscar os brinquedos no colchonete. Ela parece ter se soltado agora, e já se permite demonstrar amor pelo irmão, carinho, quer pegar no colo, ensinar as coisas, ajudar nas brincadeiras. Ele não desgruda os olhos dela, é uma delícia de ver.
 

Domingo de Páscoa na chácara do Biso

Farra com a prima na sexta feira santa

 

Caça ao ovo de Páscoa seguindo as pegadas do coelhinho

 

Comemoração do Dia do Índio na escola

Na TV já começaram as propagandas do Dia das Mães. O orgulho de mãe quase sempre faz parte das publicidades dessa data. Semana passada a Elisa me encheu desse sentimento delicioso. Foi casamento do querido Tio Má, seu padrinho, e ela entrou de noivinha…!

Foi a coisa mais linda, inclusive com direito a penteado no salão de beleza.

Desde o início, eram ela e a priminha Luana. Foram duas provas de vestido e mais ensaio no local.

Mas Luaninha desistiu na última hora, e me surpreendi ainda mais com o fato de a Elisa não ter feito o mesmo. Mas o papai conseguiu convencê-la na hora H, e a princesa entrou sozinha!

Nós fomos padrinhos, e jamais nos esqueceremos do rostinho dela chegando lá na frente. Quando falou conosco, o queixinho estava durinho; imaginem o nervoso da boneca!

PARABÉNS princesa querida por essa demonstração de segurança e independência!

Quando vimos no jornal o anúncio da presença dos palhacinhos TELECO e TECO na cidade, ficamos loucos prá levar a Elisa. Afinal ela já é apaixonada pelo Patati e Patatá.

O show era no Circo Internacional do México, montado bem longe da nossa casa, mas esquematizamos com a vovó, deixamos o Bruno com ela e fomos nós três, Elisa, mamãe e papai.

A curtição rendeu uns sustos no começo, porque de encantador o início do espetáculo não tinha nada. Música alta e um ambiente feinho; não sabíamos que a primeira parte do show não tinha nada de PELECO e TECO, e sim apresentação de circo normal. Acrobacias, equilibristas, ainda bem que não não tinha globo da morte, que eu mesma odiava quando era pequena.

Bem, então a pequena chorooooou. Deu pena, ela queria sair de lá, mas fomos distraindo-a com jeitinho, mostrando as “maravilhas” que os apresentadores faziam, ela foi se acalmando, mas suava até, coitada… Depois que se familiarizou, acabou a primeira parte. Foi intervalo, e finalmente vieram os palhacinhos!

Aí tivemos nossa recompensa, aquele sorriso maravilhoso no rostinho da pequena. Ela não desgrudava o olho, e quando vieram então o Barney, o Popeye e o Shrek, ah, foi só alegria!

Nós também demos boas risadas, porque a dupla é ótima. Convidaram 4 pais que tiveram que imitar os bichos no palco, essa foi a parte mais engraçada. Tivemos que sair um pouco antes de terminar, porque já passava bastante da hora do Bruno mamar, e ele ainda não tinha aprendido a chupar mamadeira, resultado, chorou até também… Êta sacrifício que é fazer um programinha diferente!!!

Conforme já imaginávamos, a ida ao circo rendeu por muitos dias. Já faz umas duas semanas que fomos, e ela ainda comenta sempre, e ela mesma admite: “primeiro teve música alta, barulho, e eu chorei, mas depois veio o Pelecoteco, o Barney, e eu gostei, mamãe!”

Ainda bem que ouvimos mais a razão do que o coração, porque quando ela ficou assustada deu bastante dó, mas se saíssemos e fôssemos embora, ela ia ficar com aquele trauma de circo e achar que é algo ruim e assustador. Agora já está pedindo prá ir de novo!!!

Elisa ADORA desenhar. E sabe! Na última reunião na escola a professora já havia se mostrado admirada com o capricho dela nos trabalhinhos de pintura. Mas um dia desses fiquei surpresa com sua habilidade nos traços. Ela me disse que ia me desenhar, e confesso que eu não esperava mais do que um rabisco próprio de uma criança de 2 anos e meio. Quando vi o resultado, fui incentivando que desenhasse toda a família, e adorei ver que ela tem total noção que tem que fazer a cabeça, o rosto, cabelo, as pernas, e faz até os pezinhos!!!

“Essa é a Luana deitada na sua caminha”, me explicou sobre aquele trecho ali no alto do segundo desenho, cantinho esquerdo. Pode?!

Vovô Sérgio sempre foi um ótimo desenhista, e eu me lembro bem dos lindos desenhos que ele fazia quando eu era pequena, principalmente de animais. Foi assim que também descobri meu talento para isso, e graças às aulas de desenho artístico que freqüentei por mais de 5 anos, aprendi muito e tenho vários trabalhos dessa época da adolescência e juventude. Com a Elisa, também sempre estimulamos porque ela pede demais para desenharmos com ela; portanto, impossível saber se essa habilidade é efeito da estimulação ou da genética. Penso que deve ser mesmo uma soma de ambas as coisas, e quem sabe logo logo será ela que freqüentará a escolinha de desenho do Marco Cavallari, meu mestre nessa área!

Agora ela também se apaixonou por quebra-cabeças. No início foi até engraçado porque ela não entendia o motivo desse brinquedo ter este nome. Acho que até agora fica meio intrigada com isso, mas já aprendeu que é assim que se chama, e refere-se a ele direitinho. No batizado do Bruno ela ganhou um quebra-cabeça da Arca de Noé, da Tia Lúcia e da Kátia (valeu!). Vantagens de ser a irmã mais velha mas ainda ser “bebê”… Pois bem, de lá prá cá, queria montar todo dia, às vezes duas ou três vezes, incansável! Nas primeiras vezes ficava em êxtase quando conseguia encaixar cada pecinha, com a nossa ajuda, principalmente do papai que tem uma carga enorme de paciência para brincar com ela TODA NOITE. Agora, não é que ela sabe montar as 30 peças SOZINHA???

Aí, depois de montado, o brinquedo ainda rende histórias sobre a Arca de Noé, exercício de adivinhar os nomes de todos os animais, brincadeiras sobre trocar os nomes deles, ou seja, asas para a imaginação…!

Com a priminha Luana na matinê do clube (aproveitamos a fantasia da apresentação de fim do ano da escola, vaquinha do Sítio do Pica Pau Amarelo, he he he)

Brincando em casa com o irmãozinho

Passeio em família na ESALQ

Alimentando os patinhos na ESALQ

Farra com a mamãe durante passeio na ESALQ

QUEREMOS MAIS!!!!!!

Pular é com ela mesma. Gente, como gosta! Com música ou sem música, de manhã, à tarde ou à noite, bobeou a Elisa está pulando. Pula e canta o dia inteiro, se puder. Então hoje foi o dia dela: PULOU carnaval na escola. Não deixou, claro, de tirar sua soneca sagrada de uma hora no meio da tarde, mas acredito que deve ter aproveitado à beça a festa.

A escola pediu que todos os alunos fossem de fantasia, e nós mesmas (eu e ela) preparamos a dela ontem à noite, e eu terminei hoje cedo. Foi na base da partilha - aproveitamos alguns tecidos brilhantes que sempre usamos com o Bruno para estimulá-lo, e para uma sainha curta e um top foram necessários apenas alguns pedaços. O irmãozinho emprestou também aquele espanadorzinho brilhante que no meu tempo a gente chamava de “xoc xoc”. O vermelho deu certinho. Com o tempo frio, um body e meia calça brancos completaram o traje. Paquita, Xuxinha, Bailarina ou Pequena Sereia, todos esses temas combinavam com a roupa da pequena, que nem se importou com essa indefinição e saiu toda feliz, penteada e maquiada pela mamãe, com a ajuda da super vovó, como sempre.

Foi uma delícia, e fiquei feliz em conseguir, eu  mesma, levá-la à escola hoje, depois de arrumá-la. E mais uma vez isso me fez lembrar do que eu sempre digo: a Elisa poderia dizer que está usufruindo da segunda licença maternidade da sua mamãe, porque apesar de não ser ela o motivo do meu afastamento, bem que está aproveitando o meu tempo “livre” prá ficar mais com ela!

Cá entre nós, quem está lucrando mesmo sou eu né, mas deixa prá lá!

Fico tão orgulhosa quando a Elisa aprende uma coisa nova! Todas as mães são assim? O mais legal é que ela é fanática por aprender, e quando começa uma tarefa que lhe agrada, fica fissurada e não sossega enquanto não terminar! Interrompa só para ver!

Foi como aconteceu no sábado passado, que ela ganhou essa amarelinha emborrachada de montar, chegou da rua com fome, era mais do que hora de almoçar, e enquanto não montou TUDO SOZINHA não sossegou. Eu lá no quarto dando banho no Bruno, e ela montando, concentradíssima!

Ela gosta também de aprender tarefas domésticas (ah, isso ela não puxou para mim, he he he). E a família incentiva, é mole?! Vejam só o presente que ela e a Luana ganharam dos padrinhos Tio Má e Dedé:

Dá ou não dá o maior orgulho? Fofas!

Este foi o tema da palestra que a pedagoga da escola da Elisa nos fez na quinta-feira passada, ocasião da primeira reunião de pais do ano. Foi uma oportunidade importante de pararmos para pensar um pouco em como estamos ensinando nossa garotinha a administrar bem os seus sentimentos, e também foi bom saber que a escola investe um pouco nesse assunto durante seu dia-a-dia com os alunos, desde cedo. Em casa, também aprendemos que é importante ajudá-la a identificar os sentimentos nas diversas ocasiões do dia-a-dia e em acontecimentos que a fazem sentir-se feliz, triste, ou de outra forma qualquer. Falar sobre os sentimentos é primeiro passo. “Você está com saudades do papai?” ou “Não fique triste porque está chovendo, amanhã a gente vai à pracinha” ou “Você está feliz porque ganhou este presente?” são alguns exemplos bem simples de como fazê-la pensar sobre o que está sentindo e dar nome aos sentimentos. Também faz parte dessa educação ensiná-la a resolver os problemas da melhor forma possível, já que por enquanto a primeira reação dela é chorar… Essa parte não é nada fácil, mas esta fase em que ela está, que aprende tudo com a maior facilidade, é bem legal porque a gente percebe que quando dizemos algo que ela não entendeu, ela pensa um pouco e depois pergunta o que é aquilo que a gente disse, imagina! Então o jeito é ensinar, mesmo sabendo que em se tratando de sentimentos, tem coisa que é bem difícil de explicar! he he he

Mas a melhor parte da reunião de pais na escola foi, mesmo, ouvir a professora elogiar a nossa filha. Ah, como é gostoso né, gente? A professora contou-nos, encantada, que a Elisa está mais solta, conversadeira, e que adora os trabalhinhos em classe, além do parquinho, claro. Ela fez questão de mostrar-nos o desenho que ela pintou com a maior concentração e capricho, tudo dentro da figura, quase não pinta fora mais, uma belezinha! E como velocidade não é o seu forte, a pintura ficou sem terminar porque não deu tempo, mas elas (Elisa e Tia Ju) combinaram que ainda vai dar tempo de terminar prá colocar no portifólio do ano… rssss

A Elisa continua no Maternal I, ou seja, repetiu a “série” do ano passado, porque faz aniversário em agosto, e precisava fazer até março (eu acho) prá passar para o Maternal II. Então continua a mesma professora, mas mudaram vários amiguinhos. De qualquer forma continua super enturmada, nunca chora, e encanta todo mundo. Também, quem é que resiste a este sorriso???

Essa garota é uma figura. Inteligente ao extremo, ela é esperta ao ponto de usar suas habilidades só quando ELA quer. Claro, mineirinha como ela só, demooooora prá responder ou fazer o que a gente pede, quando não lhe interessa.

Por exemplo: aula de natação. Mudamos até de turma prá ver se melhora, porque a folgada é a mais velha dos “bebês”, e não quer nem saber de chuvinha no rosto, fazer bolinha com a boca, e muito menos mergulhar. Haja paciência! A professora pedindo prá subir na borda e dar pulão, ela quer sentar e ficar batendo as perninhas na água. Depois é prá pegar a bóia e nadar sozinha, mas ela quer o macarrão rosa, e não pára de pedir, nem olha prá professora… Eu lá, no maior esforço e gastando aquela energia prá levantar a moça, balançar prá cá e prá lá, gira, e vai, e ela “naquele” interesse!

Sei lá se devo insistir nesse esporte, talvez ela com o tempo demonstre que prefere outro, mas acho tão importante saber nadar! Taí o que ela gosta: sombra, água fresca e bastante liberdade:

A gente ensina os filhos, e eles ensinam a gente. De tanto ensinar coisas para a Elisa, ela está nos ensinando que criança exige MUITA paciência, e está nos proporcionando um excelente estágio para aprendermos a ensinar, ensinar, ensinar, pois se para ela a gente explica 10 vezes uma coisa, para o Bruno talvez tenhamos que expliar 20, mas não tem problema. Quem faria isso por eles, senão nós, os pais, avós, tios, família???

A princesa finalmente parece ter aprendido a pedir para fazer cocô no vaso! Desde quando tiramos a fralda, logo depois dos 2 anos, o xixi a gente estava conseguindo administrar, levando para fazer mesmo antes dela pedir, até que aprendeu, mas o cocô… acabava sempre saindo na calcinha, mesmo oferecendo várias vezes ao dia para ir ao vaso. Pior ainda é que ela já estava segurando e ficando 1 ou 2 dias sem fazer, porque sabia que não era prá fazer na calcinha, mas também não se sentia à vontade prá fazer no vaso. Isso porque várias vezes ao dia a colocamos no vaso, ela pede para ver fotos no albinho, fica lá enrolando até dar vontade, mas às vezes passa quase meia hora e nada… Muitas vezes, para não pressionar demais, acabávamos deixando que saísse na calcinha mesmo, e aí era aquele trabalhão e meleca.

Ontem à noite ela finalmente avisou que ia sair cocô!!! Claro que o horário não era o mais apropriado, porque estávamos só nós 3 aqui (eu, ela e Bruno) e o pequeno estava mamando na mamãe… Então foi aquela acrobacia prá colocar a sabuga no vaso, mas ainda bem que ela já ajuda bem, tira a roupa sozinha e tudo. Mas teve que ser bem rápido para não “escapar”, porque quando ela avisa, é que já está na portinha!!! Recebeu muitos elogios e ficou toda feliz, agora não pára de falar que é moça.

Aliviados, depois fomos todos brincar no colchonete, uma delícia!

  

Parabéns, Elisa, por mais essa evolução!

Como é difícil falar o “r” nas palavras! Então o nome do irmãozinho ainda sai Buno, né Elisa?

A vida dela já mudou tanto desde que o caçulinha chegou, mas a pequena às vezes parece não ter se dado conta disso. Melhor assim.

O assunto de hoje é especial: agora o Bruno também já tem seu blog!!! E se o irmãozinho mais novo não vai poder herdar as roupas, sapatos ou acessórios da garota, pelo menos vai pegar carona nos amigos e amigas da blogosfera, certo??? Esperamos vocês lá: http://maedobruno.wordpress.com.

Segunda-feira próxima a Elisa volta à escola. Ontem foi dia de aproveitar o fim das férias.

Primeiro ela foi à dentista, de manhã. A estréia foi mais tranqüila do que eu poderia imaginar. Aplausos para a Dra. Elaine, que também é mãe e usou de tooooda a psicologia. Coincidentemente ela está numa fase muito “bem humorada”, e adorou a idéia de sentar no foguetão (cadeira), sugar com o elefantinho chup-chup (sugador de água e saliva), fazer jatinho de água, escovar com a escova de motorzinho – enfim, muito além do que muitos adultos gostam de fazer…!

Resultado: à noite em casa queria repetir tudo com a mamãe. Ainda bem que a Tia Elaine (a dentista) a presenteou com uma escova nova. Só ficou faltando o “arzinho”, como diz a boneca. É mole?

Como prêmio pelo excelente comportamento na dentista, fomos comprar uma mochila nova para ir à escola. Todas as teses dizem que não é prá levar a criança junto, mas como não contrariar este conselho? É tão delicioso vê-la escolher com os olhinhos brilhando! “Mamãe, quero a de carrinho!” “Prá quê filha? Sua mochila é pequenininha, é leve, não precisa de carrinho”. “Não, mamãe, eu quero a de carrinho, prá ir empurrando assim, ó, vuuuummm”. Então tá, né, acho que não era tão caro assim, prá ver tanta felicidade estampada no rostinho. A mochila nova rendeu o dia inteiro de brincadeira, e até foto com as Barbies (já que a mochila é das Princesas) – idéia dela, viu? Só me chamou prá tirar a foto!

Para completar o dia, à tarde fomos ao shopping. Bruno junto, claro, mas a vovó também, é lógico. Dirigiu carrinho, brincou no pula-pula, no parquinho, comeu pão de queiro, pirulito, fez muita farra, foi o dia dela. Ah, como é bom ser criança!

“Sabia que você é meu tesouro?” – disse eu à princesa, toda carinhosa.

“Não, mamãe, eu não sou tesouro, sou tesoura“. Ah meu Deus, como eu não imaginei??? Afinal, o Bruno é “crianço”, não é “criança”, já me explicava a Elisa na semana passada.

Bem feito, mamãe. Não foi você que começou com essa história de “menino com menino, menina com menina”?, prá ver se rolava tomar banho com a Elisa enquanto o papai (que é dela) ficava um pouquinho só com o Bruno?

Agora vá explicar à sabuga os mistérios da nossa língua portuguesa!

Mas até que não dá prá negar que ela tem um pouco de tesoura na personalidade. Ultimamente, corta qualquer conversa prá perguntar “o que vc tá falando pro papai, mamãe?”…

Pouco antes de fazer 1 mês o Bruno começou a ter umas assaduras bem feias no bumbum, que agora estão mais “controladas”, mas ainda persistentes. No pior momento o pediatra receitou fralda de pano (sem calça plástica, claro) e Violeta Genciana, um produtinho eficaz mas muito malvado, que tinge não apenas o bumbum mas também tudo ao redor do bebê, da mãe, da casa… enfim, eu acabava tendo que comentar com todo mundo que meu dedo estava sempre roxo porque estava passando “violeta” no bumbum do Bruno. Comentei com muita gente, mas não cheguei a comentar diretamente com a Elisa, porém suas anteninhas estão 24 horas no ar.

Ontem, Bruno mamava e Elisa brincava no chão com o Lego; eu amamentava e a ajudava a adivinhar as cores das pecinhas. Chegou uma pecinha que ela não lembrava a cor. “Essa é violeta, filha”. E ela me olha com aquela risadinha irônica, dizendo: “Violeta de passar  no bumbum do Bruno, mamãe?”… É mole?!

Mais tarde, fomos tomar banho. Os dois tapetinhos do banheiro estavam com as etiquetas “TEKA” viradas para fora, e isso me irrita um pouco. “Vamos colocar as etiquetinhas prá baixo do tapete, né, Elisa?” comentei enquanto escondia as benditinhas (devia era ter cortado). Pois bem, achei que a danada não tinha nem ouvido. Hoje de manhã eu dava mamá de novo, e ela se vestia sozinha. Vestiu a calcinha, eu avisei: “Elisa, coloca a etiquetinha da calcinha prá dentro”. “Igual as etiquetinhas dos tapetes, mamãe?” – Gente com menos de 2 anos e meio tem essa memória, essa capacidade de correlacionar e deduzir as coisas?! É ou não é o caso de morder as bochechas???

Voltei. Com o nascimento do Bruno as coisas ficaram um pouco de pernas para o ar, mas agora estamos recomeçando. Sim, porque o Bruno adiantou 15 dias, mas não foi só isso. Ele veio trazer-nos um novo começo.

Depois da Icterícia que nos manteve no hospital por 6 dias, e da Displasia no Quadril que bagunçou o primeiro 1 mês e meio, quando o Bruno tinha 29 dias ficamos sabendo que ele tem Síndrome de Down.

É isso mesmo, recebemos um garotinho especial em nossas vidas.

Se foi um choque? Põe choque nisso…

Se um novo filho muda a vida da gente, uma notícia como esta muda a mudança.

Depois de um recomeço dolorido, nada como um dia após o outro, e com as novidades que estamos aprendendo, devagarinho está voltando a vontade de escrever. Até porque assunto não vai faltar, dada a enorme quantidade de aprendizado que temos pela frente.

Falando da Elisa, ela está maravilhosa. E mais sensível do que nunca, com a chegada do irmãozinho.

Tenho me desdobrado, com todo o prazer, para mostrar a cada momento que continuo sendo A MAMÃE dela (mesmo que ela pense que o Bruno é a minha “sombra”, porque quase sempre, onde estou, ele está… rsss). 

Enfim, acho que para nós, em 2011 a palavra é APRENDER. Aprender a ser mãe de dois (no meu caso), aprender a ter irmão (no caso da Elisa), aprender a fazer diferente (mas nem tanto), aprender a observar, estimular e ajudar o Bruno a escrever um presente e um futuro felizes para ele. Mas para falar do Bruno estou trabalhando para inaugurar um novo blog, que espero conseguir construir a partir de toda a riqueza que é conviver com este amado bebê.

Gente, que saudades dos meus dois anos de idade. É claro que não me lembro de nada, mas ainda assim morro de saudades, só de ver como a Elisa é feliz. Como o mundo é maravilhoso, o tempo não existe, e a vida é um parque de diversões!…

Com isso ela tem tornado os nossos dias também muito mais encantadores, e em breve teremos também o Bruno para trazer mais magia à nossa casa. Porque é simplesmente mágico ver o mundo aos olhos de uma criança. Para ela tanto faz quem vai ganhar as eleições do próximo domingo, ou se alguém está preocupado em salvar o planeta. É claro que isso tem grande influência na sua vida, mas ela nem imagina e essa ingenuidade chega a ser invejável! E o mais engraçado é que já tenta imitar os adultos, e daqui a muito pouco tempo ela estará naquela idade que não vê a hora de crescer…! Não, filha, fica criança que você não imagina o quanto isso é bom! Acordar para brincar, sair para passear, dormir SÓ pra descansar, comer só o que quiser (bom, isso mais ou menos, né…).

Dinheiro? Sei lá prá que serve… Saúde? Tenho muita, graças a Deus. Perigo? Isso não existe. Medo? Só do escuro. Bagunça? Que delícia. Futuro? É o próximo fim de semana.

A vida de mãe é mesmo contraditória. Ao mesmo tempo que aumenta na gente o peso da responsabilidade e as preocupações, a criança tem o poder de nos ensinar a ver tudo com mais leveza, a divertir-nos com coisas simples, a sorrir bem mais e a encantar-nos com conquistas antes pequenas que agora parecem gigantes – uma nova palavra, uma descoberta daquelas que faz brilhar os olhos, ou uma música que sai inteirinha depois de ter ouvido só uma vez. Obrigada, Elisa! E chega logo, Bruno!

Nem mesmo nas rápidas férias de 10 dias que tiramos consegui achar tempo para passar por aqui e registrar as novidades da nossa vida com a Elisa, e agora também com o Bruno cuja chegada tanto se aproxima.

Amanhã já retornaremos ao trabalho, mas ao menos pude comprar o que faltava do enxoval (quase tudo) e aproveitamos para passar uns dias em grude total com a Elisa, no Monreale Hotel Resort, em Poços de Caldas, e depois na casa da vovó Edimar, também em Minas. Elisa retorna à vida normal mais sapeca do que nunca, esperta e falando absolutamente tudo, depois de tantos dias só com papai e mamãe fazendo todas as suas vontades… Ah, faz parte, né?

Bruno está cada vez mais próximo, agora bem apertado no barrigão de 8 meses. Elisa está cada vez mais familizarizada com a idéia, e a pedadoga da escolinha também já nos deu algumas dicas legais para tentarmos amenizar os ciúmes que inevitavelmente virão. Vamos nessa!

Quando eu era adolescente, achava que a vida dos adultos era mais fácil. Sim, eles eram independentes! E ao mesmo tempo sentia saudades de quando era criança, porque não precisava estudar, pensar no futuro e nem tomar decisões.  

Pois bem. Hoje, aos 31, penso que jamais vivi idade mais ideal. Dos efeitos mais drásticos do tempo ainda não sofro (deixa prá lá as veinhas e derivados). Recordo com carinho minha adolescência, e tenho o privilégio de reviver  na minha própria filha a doçura que é a INFÂNCIA de uma pessoa. É realmente uma pena não me lembrar dos meus 2 anos de idade. Com certeza, se me lembrasse, sentiria saudades. Se bem que, pensando melhor, acho que bom mesmo é não me lembrar, porque assim posso somar o fator surpresa às delícias que estou presenciando na vida da Elisa, aos seus 2 anos de idade. 

Filha, você é tão completa e feliz, que de novo estou com aquela vontade de fazer o tempo parar…!  

 

E quem foi que disse que essa idade não tem seus desafios?  

Ontem ela começou na escola. Escolhemos uma que tem excelentes referências, muito espaço para brincadeiras, e fica no quarteirão vizinho ao nosso trabalho. Demorei para decidir mas acho que não poderia ter escolhido melhor. E também estou muito feliz porque teremos boas recordações dos primeiros dias da Elisa na escola. É claro que não tenho muita certeza do que ainda vem pela frente, porque por enquanto ela está vivendo aquela fase inicial e emocionante do encantamento, da novidade, do desconhecido. Mas bem lá no fundo meu coração de mãe diz que posso ficar tranqüila pois essa será uma mudança muito feliz na vida da minha filha querida.  

 

Ontem ela estava em total expectativa, e fomos juntas até lá. Fiquei com ela as duas horas do primeiro dia de adaptação, mas me mantive distante para deixá-la explorar o espaço, as pessoas, os brinquedos, o ambiente, sem a minha participação. É claro que a vontade não era de compartilhar à distância, mas tive certeza de que esse era o jeito certo de deixá-la dar este importante passo. Sinceramente fiquei orgulhosa da independência da minha filha. Ela demonstrou uma segurança muito gratificante para mim, que tanto desejo educá-la para saber ser protagonista da sua vida neste mundo. E como eu pratico (ou pelo menos tento praticar) aquela filosofia do “comece como deseja continuar”, combinei com a diretora da escola que hoje a deixaria sozinha lá, já que trabalho tão próximo e ficaria grudada no meu celular para que me ligassem em caso de QUALQUER necessidade. Afinal, desde os seus 6 meses de idade a Elisa passa o dia sem mim, e se justamente agora ela cogitasse estar comigo durante o tempo em que fica na escola, com certeza o momento da separação, uma semana depois, seria um problema. A diretora é pedagoga experiente e confirmou que eu estava certa, isso me deu mais segurança hoje, na hora de despedir-me da Elisa no segundo dia de escola. Entrei com ela, fomos até o parque, e quando chegou lá ela nem mais se importava se eu ficaria ou não. Se despediu de mim com total indiferença, mais preocupada em moldar uma estrela no tanque de areia, e assim passamos 3 horas, eu no trabalho e ela na escola. Quando cheguei para buscá-la foi a hora de mostrar um pouco de manha, porque não queria largar o brinquedo para vir embora, e juntando com o sono enorme que ela estava, abriu um berreiro básico prá mostrar à professora que também não é feita de porcelana, apesar de parecer sim uma boneca. Ha ha ha ha…. Para amanhã estou muito tranqüila, porque a escola terá show do Patati Patatá, que a Elisa simplesmente idolatra, e depois disso já teremos percorrido 3 dias, ou seja, acho que estaremos quase adaptadas. Tomara! Veremos!  

Vê-la tão amorosa com a priminha Luana e a amiguinha Helena (na foto) me deixa ainda mais derretida.

 

Prá completar este importante momento de emancipação da ex-bebê, ontem chegou também a sua cama nova. Desmontamos o berço e ele só entrará em cena novamente quando estiver totalmente caracterizado para receber o Bruno e assim, que sabe, passar despercebido. “Do berço para a cama, e da vovó para a escola; duas mudanças tão importantes no mesmo dia … Será que devemos?”, me perguntei. Pois fomos em frente e ela AMOU. Agora chega em casa e já pede para ir dormir na cama nova… Que tem o lençol da Barbie, lógico, afinal um incentivo não faz mal a ninguém, não é mesmo?  

Bem, Elisa, certíssima está você em se adaptar tão fácil às mudanças, minha filha, porque em breve você vai vivenciar outra bem grande: a chegada do Bruno.

Hoje mesmo fomos à consulta do pré-natal e pudemos ouvir seu coraçãozinho vibrante lá dentro. A expectativa para recebê-lo sem dúvida é muito grande, mas realmente não estou sentindo essa gravidez passar; já entrei no sétimo mês de gestação, e o dia da sua chegada está cada vez mais perto. Vamos nós para mais essa grande e maravilhosa mudança, outro enorme presente da vida!

Foi no domingo, Dia dos Pais. Elisa completou seus 2 anos, charmosa, feliz, saudável e inteligente. Fizemos uma festinha deliciosa no almoço, para aproveitar comemorar o Dia dos Pais, e ela simplesmente amou. Ficou empolgadíssima com os brinquedos, principalmente o pula-pula, os presentes, as fotos, os convidados, a mesa e os enfeites da Barbie, foi tudo muito lindo.

Lembrando de tudo agora, fico ainda com mais saudades dela… Hoje é o terceiro dia que estou longe da minha filha, mas amanhã volto para casa. Precisei passar esses últimos dias trabalhando em São Paulo, e não vejo a hora de dar um abraço na Elisa amanhã à tarde! Filha, mamãe já está voltando, tá?

Eu e Elisa estamos crescendo. Eu, por causa do Bruno, e ela, porque está se desenvolvendo muito rápido. Os dois aninhos estão chegando, e ela demonstra mudanças a cada dia. Fala demais, entende tudo, conta histórias, canta, pergunta, responde, dança, corre, pula, pede, recusa, chora, sorri, grita, faz tudo.

E o Bruno mexe, mexe, mexe. Eu ando agitada, coitado, não sei se é isso. Mas a médica do ultrasson disse que é sinal de vitalidade, graças a Deus. Minha barriga está bem grande, ele já está com praticamente 30 centímetros lá dentro. Não vejo a hora de ver a carinha dele!

A Elisa não larga a gripe e a tosse. Agora entrou no antibiótico, porque o catarro tá no peito e no pulmão. Mas tá solto, graças a Deus, então não é pneumonia e nem bronquite, disse o médico. Mas aqueles xaropinhos de sempre não estão resolvendo, só enquanto ela está tomando, depois volta tudo. Queira Deus que agora o antibiótico cure de vez! Mas ela está super saudável, ninguém diz que está tomando remédio; é diferente das outras vezes em que ficou abatidinha, ela tá esperta e ativa.

Compramos a caminha, daqui a uns dias tá chegando. Começamos a tentar tirar a fralda, mas decidimos esperar mais um pouco. Ela entende tudo, então pensamos que ia saber lidar com isso, mas é diferente. Ela sabe quando fez xixi, mas não sabe perceber que vai fazer, simplesmente faz. E ficou extremamente irritada porque a cada meia hora a gente fica querendo levá-la para fazer. Pegou implicância e decidimos não insistir porque parece não ser a hora certa, e depois pode ficar pior ainda. Tem também o problema do cocô; o xixi ela faz direitinho no vaso, agora que está de fralda fica quase sempre seca, mas o cocô ela não consegue fazer nem no piniquinho nem no vaso com o redutor, fica nervosa e só consegue fazer em pé, meio curvadinha apoioada com os braços no sofá… Vamos ver, daqui a uns 15 dias recomeçaremos as tentativas.

Já são 11 e 40 da noite e ela está aqui do meu lado assistindo Xuxa Circo, que ela ama de paixão. Vou tentar colocá-la para dormir, porque hoje está tudo desregulado. É domingo, voltamos tarde da chácara do Bisa, ela veio dormindo no carro porque brincou muitão, e aí acordou quase 8 e meia da noite, imaginem… Vamos lá!

Em primeiro lugar, muito obrigada a todas pelos comentários no post anterior; adorei as preciosíssimas dicas!!!

A Thais Alves falou sobre amadurecimento, e parece que é isso mesmo que a Elisa está buscando, mas de uma forma bem contraditória. Explico: ela arrumou agora uma teimosia tremenda, de ser independente. Quer ser madura de fazer tudo sozinha, desde vestir a roupa até subir na cadeirinha do carro, e muitas outras coisas mais. Ao mesmo tempo, a maturidade passa longe, porque ela não aceita sequer a nossa menor ajuda, tem que ser sozinha mesmo. E se não for, tem que começar tudo de novo. E se a gente insistir, vem o choro, que demooooooooora a parar!

Por exemplo, se ela diz que quer subir a escada sozinha, e a gente segura, ela fica brava e quer voltar desde o início prá subir (ou descer) sem ajuda desde o começo. É mole?! Este exemplo vale para muitas outras coisas, inclusive para fechar o cinto de segurança da cadeirinha do carro, o que, é claro, demora vários minutos para ela conseguir. Mas nem pense em ter pressa e oferecer ajuda, mesmo que esteja atrasada para o trabalho, porque a danada se irrita e mostra toda a sua teimosia.

É a fase dos 2 anos chegando? Ou é vontade de chamar a atenção porque está percebendo que vai dividir o seu mundo com o Bruno???

(em tempo): Papai voltou da África e mamãe tornou-se peça obsoleta. Agora, por exemplo, ela está lá dormindo com ele, me dispensou e vim para cá!

Na metade de novembro chega o Bruno.

Antes disso, além dos inúmeros preparativos, precisamos colocar a Elisa na escola e mudá-la do berço para a cama (afinal, não compensa comprar outro berço se ela já terá mais de 2 anos quando o irmãozinho chegar).

Essas mudanças não devem coincidir entre si, e acontecer o quanto mais longe possível da chegada do novo bebê, que por si só já será uma mudança marcante na vida da Elisa.

Começamos visitando a primeira escolinha que pensamos em matricular a pequena, já que fica a 1 quadra do nosso trabalho, e praticamente no mesmo bairro da vovó. É uma escola da qual só tivemos comentários positivos até agora, muitos pais que gostam e outros que já ouviram falar muito bem. Eu queria mesmo era colocar a Elisa na mesma escola da priminha Luana, principalmente por causa da facilidade de adaptação, e também por ser uma das melhores da cidade, porém, fica longe demais, e essa logística que leva mais de meia hora por dia prá deslocamento, se der prá dispensar, melhor.

Pois bem, gostamos da primeira escolinha, mas fiquei com algumas dúvidas. A Elisa ainda gosta muito de dormir logo após o almoço, e dorme no mínimo duas horas, ou seja, estou morrendo de dó de colocá-la na escola no horário das 13h00, porque vou cortar o barato dela quanto à soneca. Claro que ela até pode dormir na escola, mas esse não é o objetivo, e vai acabar dormindo bem menos, chegando cansada, e deixando de curtir essa fase tão boa que é descansar enquanto pode…! Então temos a opção de colocar de manhã, porém, tenho a sorte de poder chegar no trabalho às 09h00 da manhã, às vezes até um pouco mais, e se ela vai sair da escola ao meio-dia, vai acabar ficando bem pouco tempo lá. E também depois que terminar minha licença do Bruno (daqui a uns 10 meses) vou ter que mudá-la para o período da tarde, prá poder aliviar um pouco a vovó…

Enfim, estou em dúvida!

E tem também a questão da cama. Queria mudar antes de colocar na escola, porque mudar junto não é recomendável, e se mudar depois, pode ficar muito perto do nascimento do Bruno, já que não sei quanto tempo vai demorar sua adaptação na escola. Além disso, ela gosta de dormir comigo, por enquanto na poltrona, mas como o barrigão tá crescendo, logo não vai dar para ela deitar no meu colo, então nada melhor que a caminha para podermos continuar tendo este momento gostoso juntas. Bom, então o jeito é começar a olhar logo. Estou pensando em comprar uma cama normal, e pedir a um marcineiro para fazer a grade inteira, dos dois lados por enquanto, porque tenho medo que ela caia durante a noite, já que vira e mexe bastante. Mas e o perigo de pular a grade?!

Bom, os comentários e sugestões de vocês sobre esses temas serão muitíssimos bem-vindos! Espero que minhas amigas mães da net me ajudem a resolver essas dúvidas do momento!

E antes de terminar, uma foto da garota felicíssima no parquinho do Shopping. Dá prá acreditar que ela já sabe até pedir para ir ao shopping??? Tudo bem que por enquanto é só por causa do parquinho, mas pense se a pessoa tem idade para isso! Só podia ser mulher, mesmo… rssss

Meu bem viajou hoje para a África do Sul… Ficaremos sem papai por 12 dias, uma verdadeira eternidade. Ainda bem que a Elisa já conversa muito, o que diminui razoavelmente a solidão. Estou morrendo de dó dela, que é um grude com o papi e vai ficar chamando com certeza. Hoje mesmo, na hora de dormir, já falou dele com aquele arzinho de tristeza… Optei por dizer com carinho que ele está viajando, volta logo, e mudei de assunto prá não esticar a coisa. E ainda tem o Bruno, que ainda não faz companhia de fato, mas não deixa de estar comigo (e como!) rsss…

Sabíamos que ia ser difícil passar por essa ausência, mas dei a maior força para ele ir, afinal, um prêmio desses é algo que não acontece duas vezes na vida de uma pessoa, e os 12 dias acabam passando, certo? Tomara que ele aproveite mesmo sentindo saudades…

Tem taaanta coisa acontecendo, que quase não estou conseguindo passar por aqui!

Fizemos o primeiro ultrassom do nosso segundo bebê – Elisa foi junto, claro! – e ficamos muuuuuito felizes de saber que teremos um MENINO! Papai já escolheu o nome: BRUNO. (xi, acho que em breve terei que mudar o nome desse blog… hehehe)

Ele está crescendo rápido, minha barriga já parece que tem mais de 3 meses e meio, e aquela fome de leão aumentando cada vez mais! Bem que já me haviam dito que menino come mais; estou percebendo desde já… Só quero ver depois quando for amamentar esse comilão!

Elisa já aprendeu que terá um irmãozinho, e conversa com ele na minha barriga. É engraçado vê-la dizer que ele está na barriga da mamãe. É mais engraçado ainda porque na verdade vale qualquer barriga; ela já disse que o Bruno está na barriga do papai, na barriga da Elisa, na barriga da vovó… enfim, na barriga mais próxima! rssssss…. Ela tá realmente uma figurinha; tagarela, inteligente e cheia de personalidade.

E nosso Bruno, como será???

A impressão que eu tenho é de que estou sempre atrasada, as datas chegam antes da hora, e parecem me pegar sempre de surpresa…!

Pronto, semana que vem já é Dia das Mães, a Elisa já está fazendo 1 ano e 9 meses, e o(a) novo(a) bebê já está com 10 semanas, ou seja, 1/4 da gestação já se foi!!!

Infelizmente não tenho encontrado tempo para vir ao blog, sempre que a Elisa dorme, eu já estou pingando de sono, ando cansaaaaaada demais, é impressionante. Deve ser da gravidez, porque o restante continua tudo como antes.

Do último post para cá, a Elisa pegou uma “bronquite catarral” muito feia, teve que tomar antibiótico pela primeira vez, ficou bem ruinzinha, coitada. Mas agora já está recuperada, terminou o remédio há 1 semana, apesar que hoje começou a ter resfriado de novo, é inacreditável. Mas espero que dessa vez seja superficial; pelo menos por enquanto vou tentar manter só a homeopatia, que até agora não apresentou grandes resultados, mas também não segui à risca porque não tenho paciência de ver minha filhota sofrendo sendo que um remedinho tradicional, na maioria das vezes, alivia bastante.

Estou pensando em colocar a Elisa na escolinha em agosto. Queria colocar até antes, porque acho que vai ser bom ter companhia, espaço e novidades para brincar, apesar da desvantagem de ficar mais doente por causa das outras crianças, mas de qualquer forma ela sempre fica gripada mesmo… Só que estou pensando em tirar férias para fazer a adaptação sossegada, e não poderei tirar antes de julho. Mas julho é férias escolares, então, fica para agosto. Se bem que estou em dúvida se é melhor eu mesma fazer a adaptação, ou dividir com a minha mãe, já que é a vovó que fica com a Elisa todos os dias…! Se for comigo, talvez ela pense que é sábado, e fique ainda mais difícil… A danada  já sabe diferenciar, é muito legal; quando é fim de semana ela pergunta: “Mamãe não vai pabaiá?” “Vai no Popin com a Ezi (shopping com a Elisa)?”.

É isso, ela está demais, falando tudo, inclusive em frases, e por iniciativa própria, sai falando e comentando tudo! Bom, mais uma vez o sono tá batendo forte, então fico por aqui, sem fotos e maiores detalhes, que deixo para a próxima oportunidade – em breve, espero!

Não podia deixar de fazer um post exclusivo para este assunto tão especial!!!

Sim, estou grávida de novo!!!

E muito feliz. Com um pouco de medo, claro, tenho certeza que não será fácil dar conta de dois, ou duas, não sei, mas eu tinha esse sonho de dar um(a) irmã(o)zinho(a) para a Elisa, e sei que a recompensa vai valer qualquer esforço, até porque, uma vez mãe, só a gente sabe o quanto essa missão é especial e maravilhosa!!!

Fiquei sabendo da gravidez bem no dia do meu aniversário, dia 20, quando completei 20 e 11 aninhos…. hehehe…. Já estava com mais de 10 dias de atraso da menstruação, mas fui deixando para ver no que dava, até que então decidi comprar o teste da farmácia, já que era meu niver e eu queria ter essa notícia fresquinha prá completar a alegria da data. Agora já confirmei pelo exame de sangue, fui ao médico, e amanhã farei os primeiros exames do pré-natal – só quero ver como vou agüentar esse jejum de 12 horas, com tanta fome que estou sentindo ultimamente!

O médico calcula que estou grávida de 6 para 7 semanas. Vamos ter certeza quando fizermos o primeiro ultrassom, com umas 13 semanas. Não vejo a hora, claro!

Nossa, mas como a segunda gravidez é diferente da primeira, já estou sentindo isso com muita clareza. São muitos aspectos em que elas se diferem, a começar pela maternidade já em vigor, ou seja, se já não sobrava tempo prá cuidar de mim, vou ter que dar um jeito de pelo menos comer melhor e fazer uma massagem prá não acabar de vez com o corpitcho. Se bem que isso é o de menos, por enquanto estou mesmo na expectativa de que dê tudo certo para o bebê. Ah meu Deus, será menino ou menina??? Tanto faz, mas que vontade de saber!

Vai ser maravilhoso viver tudo aquilo de novo, mesmo sabendo que terá a dor da cesárea (que dessa vez será inevitável, já que não consegui o parto normal na primeira), depois as cólicas do bebê, as noites não dormidas, mas e daí? Que graça teria sem tudo isso? É claro que vou torcer para ser bonzinho ou boazinha igual a Elisa, mas como todo mundo diz, cada filho é totalmente diferente do outro, né?

Ih, será que o bico do peito vai rachar de novo???

E não é que mãe de segunda viagem também tem muitas dúvidas?

Com 1 ano e 8 meses (amanhã), a Elisa agora decidiu que é independente. Quer comer sozinha, calçar a sandália sozinha, escolher a roupa sozinha, e (melhor) dormir sozinha! É a coisa mais linda do mundo; ela pede “comê sozinha, mamãe”; “naná bercinho, mamãe”; “sandainha sozinha, mamãe”; imaginem que doçura!

Tanta evolução aconteceu, principalmente, na semana que tiramos de férias. Fomos viajar para Maragogi, em Alagoas, um resort lindo e delicioso (Miramar Maragogi Resort), e ela se esbaldou, tanto quanto nós, que curtimos demais nossa filhota.

Ela conheceu tanta coisa nova, aprendeu várias e várias palavras, experimentou areia, mar, piscina e tudo junto ao mesmo tempo, comidas diferentes, viagem de avião, e parece que voltou até mais moça.

Foi realmente inesquecível, acho que inclusive para a Elisa.

Depois veio Páscoa, vacina da Gripe A, resfriado e agora Sapinho na boca…! Achei meio estranho, justamente porque ela já passou da idade disso, mas a médica disse que é… Infelizmente não foi o pediatra dela que viu, porque não agüentamos esperar segunda-feira e a levamos ao plantão no domingo, então agora estamos aplicando o remédinho prá ver se era isso mesmo. Parece que já está bem melhor, praticamente sumiu tudo, vamos ver… Semana que vem vou viajar, ficar de novo 4 dias longe da Elisa; parece que ela está até adivinhando, tá um verdadeiro grude com o pai, incrível. De certa forma é bom – apesar de eu ficar me sentindo meio “de lado” (puro exagero) – pior seria se ela estivesse grude com ELE e ELE fosse viajar, né? Enfim, passa rápido…

Um mês sumida do blog…!

É inacreditável como o tempo voa, e a gente fica até sem saber tudo o que aconteceu em vividíssimos 30 dias (28, que seja, porque era fevereiro).

A Elisa aprendeu inúmeras novas palavras – já fica complicado relatar porque ela repete absolutamente tudo o que a gente fala, inclusive “Eu te amo”;

Faz a gente derreter ao recitar “Batatinha quando nasce” – só os gestos, claro; e quem ensinou foi a vovó, claro;

Está fazendo cada vez mais molequices;

Está fissurada por desenhar sentada à mesinha plástica que ganhou;

Vai começar natação no próximo sábado;

Quer dormir com duas chupetas, mas a muito custo eu não estou deixando, na esperança de que logo ela esqueça; 

É apaixonada por crianças mais velhas que ela, tanto faz se menino ou menina…

Enfim, são tantas coisas que mudaram nesse último mês, que vou precisar de outro inteiro para colocar as novidades em dia. Mas agora não descuido mais; estive demais envolvida com coisas do trabalho, e também com a escolha / reserva da nossa viagem da semana do dia 22, que eu não vejo a hora, e por isso dei uma sumida.

Hoje não vou postar fotos em protesto contra minha própria pessoa, que deu minha câmera digital nas mãos da Elisa, e não foram poucas vezes, até que ela arremessou no chão, como vem fazendo com tudo ultimamente, e deu defeito mortal. Trocar a placa mãe ficaria mais caro que comprar uma nova, então foi isso que eu fiz, mas ainda não chegou a entrega.

Fotos, portanto, só na próxima, mas dessa vez, em breve.

Comemoramos na segunda-feira os 18 meses da Elisa. Já passou 1 ano e meio do seu nascimento, é inacreditável. Mas ao mesmo tempo, já é totalmente impossível imaginar nossa vida sem ela, parece que sempre a tivemos, é curioso. Acho que porque ela realmente preenche a nossa vida, dá sentido a tudo, e torna a família algo bem mais concreto.

Mesmo sendo uma segunda-feira muito cheia de trabalho, tivemos um bolo simples mas gostoso (obrigada, Bete!) e o parabéns, cada vez mais divertido com a Elisa! Uma felicidade sincera como esta é o melhor presente que uma mãe pode desejar:

Assoprou a vela, pediu mais, ganhou outra, e depois ela comeu bolo de fubá, claro, que ela adora.

Nunca imaginei que um “bebê” fosse tão inteligente aos 18 meses. Ela pode não saber falar tudo – apesar de nunca deixar de tentar – mas entende a conversa como se fosse gente grande. E a gente nem precisa estar falando com ela, que a danada participa. Agora mesmo fui à cozinha, e de lá perguntei: “meu bem, quer chocolate?” – não era com ela, e sim com o pai dela – mas em pouquíssimos segundos lá estava ela, ao meu lado; veio lá da sala correndo, louca pelo tal do chocolate, que já conhece pelo nome, pelo gosto, pelo cheiro, pela cor, pelo papel… Depois que comeu uns “tecos”, tive que me jogar no tapete, fazer bastante zoeira, prá ela distrair e esquecer que queria mais chocolate, bem mais. Conclusão: a gente já precisa tomar cuidado com o que fala, vê na TV, com o que faz, porque a Elisa tá sempre prestando atenção e querendo imitar, principalmente quando se trata de ficar sem sapato e comer chocolate. Claro, ela sabe o que é bom, né?

Estamos procurando uma opção de Resort de praia, de preferência no sistema “Tudo Incluso”, prá passar uns 6 dias com a Elisa no mês que vem. Quem tiver alguma dica, por favor, compartilhe prá facilitar nossa busca! A Elisa agradece com aquele sorriso simpático dela, ok? Bjos!

Diz a lenda que a águia estava comendo todos os filhotes da floresta. A coruja foi até ela e disse:

- Ô Águia, preciso ir buscar comida para os meus filhotes e vou deixá-los no ninho, olha lá, não os coma, que são meus filhos!

- Mas como vou saber quais filhotes são os seus, coruja?!

- Ora, é fácil, são os mais lindos  de todos!

Pois bem, essa é a lenda que fundamenta toda a nossa corujisse!

Da minha parte, está cada vez mais difícil não ser mãe coruja. A Elisa está simplesmente irresistível. Como está esperta! Entende tudo o que a gente diz, e claro, principalmente aquilo que a interessa… hehehe. Quando está bem disposta, fala tudo o que a gente pede – ou pelo menos ela tenta, né. E quando percebe que a gente ri, ah, não perde a chance, fica repetindo e rindo também, muito linda.

Papai, Mamãe e Dedé (a madrinha) são as campeãs. Mas Vovô, Vovó, Mamão, Mimão (limão), Cagol (Carol, a prima), Mamom (Ramon, o primo), Papá, Cá mamãe (carro da mamãe), Cá papai (carro do papai), Bibí (a motoca), Abí (abrir), Pão (que ela ama), Não (de tanto que a gente fala), e muitas outras palavrinhas estão pintando por aí. Até “ai, ai, ai…” ela suspira! Também o nome dela ela tenta falar, mas esse tá difícil, só saiu o “Isa” por enquanto.

Sinto falta de ficar mais tempo com ela, e pode ser que em breve isso mude, porque minha jornada de trabalho será reduzida – e o salário também, infelizmente, mas são mudanças estruturais na empresa, não vai dar prá evitar, então o jeito é readaptar, e aproveitar com minnha filhota. Por outro lado, fico pensando em voltar a estudar, mas sei lá, isso já é assunto para outro post!

Antes, quando eu era só filha e não era mãe, pensava que os pais gostariam, e buscavam, ter o controle sobre os filhos. Controle sobre o que os filhos fazem ou pensam em fazer, para que corressem menos riscos possíveis, e errassem só o inevitável.

Depois, quando a Elisa nasceu, percebi que naturalmente a gente (mãe e pai) acha que precisa ter o controle sobre o filhote, é basicamente isso que a gente tenta desde os primeiros dias de sua vida: controlá-los. Para que adquiram os hábitos corretos, não chorem demais, aprendam a mamar, comer, beber. E depois, quando eles crescem um pouquinho, a nossa tendência (e também dos avós, e outras pessoas que os querem bem) é fazer tudo para vê-los felizes. Tentamos, às vezes inconscientemente, controlar as situações para que os filhos sejam o mais felizes possíveis.

Agora, que a Elisa está crescendo mais e mais, venho percebendo que é ela que busca estar no controle da situação. Expressa com insistência suas vontades, e tenta fazer de tudo para elas prevaleçam. E quando menos percebemos, estamos, pais e filhos, disputando o controle.

Então comecei a ler algumas coisas sobre comportamento das crianças, e também a fazer alguns testes. “A Encantadora de Bebês”, por exemplo, livro que trata não apenas de bebês mas também dos primeiros anos da infância, me chamou a atenção para o que realmente devemos fazer, como pais: ensinar os filhos a ter o AUTO-CONTROLE. Vejam bem, o que eles fazem, a todo momento, são testes. A cada novidade que descobrem, testam se pode ou não podem. Testam quanto precisam chorar para conseguir o que desejam. Testam se o dedo na tomada realmente dá choque, se no aparelho de DVD realmente todos os botões funcionam, se a mamãe vai ficar chateada se não comer nada no almoço ou no jantar.

É claro que não vai adiantar tratar a criança como um adulto e explicar-lhe seriamente porque pode ou  não pode bater no amiguinho. Mas precisamos ser firmes nos SIM e principalmente nos NÃOs, para que o mais cedo possível eles possam aprender a controlar suas emoções e (por que não?) frustrações. Afinal, a vida é feita de alegrias e decepções, e seria bom que desde já, guardadas as devidas proporções, as crianças soubessem lidar com isso.

Outro dia, na pracinha, a Elisa não queria devolver a bola ao vizinho na hora de irmos embora. A mãe do vizinho, gentil, ofereceu: “você não quer levar a bola, e depois ela devolve?” Para não vê-la chorar ou dar vexame, fui tomada pela tentação de aceitar. Mas na mesma hora a luz vermelha se acendeu, e eu fui firme com ela: olhando nos seus olhos, expliquei que a bola era do amiguinho, precisava devolver, e no dia seguinte talvez brincariam novamente. Sim, ela chorou e gritou, mas foi o tempo de atravessarmos a rua, e ela parou e já encontrou outro motivo mais interessante para se distrair e até sorrir. Ou seja, ela fez um teste, que acabou não funcionando. Mas é sempre uma tentativa, e muitas vezes no cansaço, pressa ou praticidade, nós cedemos. Não é uma questão de estar no controle, mas de mostrar à criança que ela tem o auto-controle, que não precisa daquilo, que é bom saber dividir, e que ela pode, sim, se conformar, acalmar, e substituir por outra coisa. Não é assim que funciona na vida?

Elisa dividindo a rede com a priminha Luana

Lembro-me também que meus pais sempre tentaram me dar limites. A maioria deles eu realmente não entendia e dificilmente aceitava, mas hoje eu vejo que eles, na verdade, estavam me ajudando a adquirir o auto-controle, me obrigando a saber lidar com determinada situação, por mais frustrante que ela possa ser.

É assim que, cada dia mais, eu vejo o quanto a maternidade não se parece com uma ciência exata, que não há um kit de perguntas e respostas, e por isso mesmo, como é interessante aprender a exercer esse maravilhoso papel! Tomara que entre erros e acertos, o saldo seja finalmente positivo…

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